Oficiantes
- Oficiante (preferencialmente feminina): Veste-se com uma túnica branca simples, sobre a qual veste uma capa. Traz na cabeça uma coroa de videiras ou heras. Porta um tirso ou chocalho.
- Auxiliares: vestem-se com túnicas brancas.
Templo
- Altar: este altar a Bacchus não é uma mesa e sim uma bela toalha estendida no chão, preferencialmente com padrão de pele de leopardo. Em seu centro, um cântaro com vinho preto (vinho tinto doce), taças, e recipientes com mel, uvas, passas, açafrão e pimenta. No centro, uma bacia vazia, um recipiente menor, um cálice, um prato com carne cozida (sem temperos) e a representação de um falo. Incenso e um incensário devem estar presentes. Cachos de uvas, frutas, pães doces e doces diversos complementam o altar. O arranjo deve ser belo, mas não perfeitamente ordenado. Fica no meio do templo.
- Destaque: em um local de destaque, uma pequena mesa ou pilar, vazio.
O Ritual
As pessoas espalham-se pelo templo, não se concentrando em um único lado do Altar. A(o) Oficiante ajoelha-se ao lado do Altar. Os Auxiliares ficam de pé, ladeando a(o) Oficiante.
As Pessoas:
Evoé, Pater Liber! Evoé, Brômio e Lieu! Evoé, Bacchus!
Os Auxiliares removem a capa da(o) Oficiante e desnudam seus braços. (A[o] Oficiante pode desnudar-se total ou parcialmente, se for de seu desejo.)
Oficiante:
Agora, ó Bacchus, posto-me despida e humilde diante do teu altar. Vem, ó Lieu, Bassareu de dois chifres, Maenalius de duas mães, vem a este lugar que preparo, com cabelos lisos e brilhantes. Que despertes com uma coroa de hera e cachos dourados de uvas, e carregues um tronco de madeira verdejante, ó Gentil, que venhas a este altar, Bacchus, Bacchus, Bacchus. Bacchus, inventor das vinhas, que chegues repleto de vinhos, que derrames o doce líquido, comparável ao néctar, e que tornes o velho agradável e o transformes em outro uso, que ele não traga um sabor amargo às nossas veias rancorosas.
Auxiliares:
Chamam-te Bacchus, Brômio e Lieu, nascido do fogo, e também Salvador, o único que nasceu de duas mães. Reverenciado como um Deus em Niseu, Tioneu, o alegre Leneu, o semeador de uvas, Senhor das Festas Noturnas, o Zumbidor, e por muitos outros nomes, Pater Liber, és conhecido entre os gregos. Adorado por tua eterna juventude, uma juventude perpétua, tu o mais belo entre os deuses celestiais lá no alto, a ti são feitos sacrifícios quando tu, sem chifres em tua cabeça virginal, estás perto e nos concedes tua ajuda. Surgindo vitorioso no Oriente, iluminando aquelas terras distantes, desvanecidas na memória, até os confins da Índia, às margens do Ganges. Calmo e sereno, que Tu possas vir até nós.
Oficiante:
Concedei-me, ó Gênio natal, todos os desejos do meu coração, e incenso precioso queimarei em vosso altar.
A(o) Oficiante acende o incenso no altar. Um dos Auxiliares toma o incenso e incensa as Pessoas.
Oficiante:
Na primavera, ó Lenaeus Bacchus, eu te sigo, um deus envolto em hera.
A(o) Oficiante tira sua coroa de vinhas ou de hera e envolve o símbolo fálico no altar com ela.
Oficiante:
Deuses de nossos pais, purificamos nossos agricultores e nossos campos férteis; pedimos que afastem o mal de nossas fronteiras. Que as plantas que agora brotam não sucumbam antes da colheita, que os cordeiros tímidos não sejam alcançados por lobos velozes.
A(o) Oficiante toma o vinho preto e o derrama na bacia que está no Altar. Em seguida, toma um cacho de uvas e o esmaga sobre o vinho derramado. Mistura também o mel, o açafrão e a pimenta no vinho, dizendo:
Oficiante:
Pater Liber, expulsa as preocupações do coração. Pater Liber, traz alívio reconfortante da angústia. Pater Liber, expulsa as dores do peito. Pater Liber traz o remédio para aliviar a febre.
Ao terminar, a(o) Oficiante, toca o tirso ou chocalho vigorosamente, erguendo os braços e diz:
Oficiante:
Evoé, Bacchus, caro tua et vinum tuum sint gratia quam e cornibus tuis in nos effundis, ut divini simus sicut tibi in libertate et gaudio tuo. Evoé!
Um dos Auxiliares colhe um pouco do vinho preto no recipiente menor. Cada Pessoa aproxima-se do Altar. O Auxiliar com o recipiente menor molha os dedos no vinho e traça uma linha verical na testa da Pessoa e uma linha horizontal em seus lábios. O outro Auxiliar pega um pouco do vinho preto e um naco de carne do Altar e entrega Pessoa que os consome dizendo:
Pessoa:
Volta a tua cabeça com chifres complacentes para mim, Pater Bacchus, e dá ao meu Daimonos um vento favorável para seguir.
Repete-se até que todas as Pessoas que assim o desejem consumam a carne e o vinho.
Oficiante:
Agora cantarei sobre ti, Baco. Sem ti não haveria bosques, nem matagais, nem olivais de crescimento lento. Vem cá, ó Pai Leneu, todas as coisas aqui anseiam ser nutridas por teus muitos dons, os rebentos de outono carregam o campo de flores, a vindima da uva espuma abundantemente até às bordas das cubas de vinho. Apressa-te, ó Pai Leneu, vem e, despido, molha teus pés nus no mosto novo comigo. Faze o que tu queres será o todo da Lei.
Todos:
Amor é a lei, amor sob vontade.
Oficiante:
Que sigamos às encruzilhadas! Que abandonemos a vergonha e a modéstia! Que o membro seja honrado! Que o deus seja posto em seu devido lugar! Que nenhuma maldição seja mantida! Que o vinho flua e lave toda restrição!
A(o) Oficiante pega o símbolo fálico e a guirlanda de videira ou hera e os leva até o local de honra.
Todos honram o falo divino, aproximando-se dele em reverência e saudando: “Evoé, Bacchus”.
Oficiante:
Cum gratia Bacchi Patris omnes proficiscamini! Liber sit animus vester!
