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	<title>Magia Sexual &#8211; Oásis Quetzalcoatl</title>
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	<description>Ordo Templi Orientis - Rio de Janeiro</description>
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	<title>Magia Sexual &#8211; Oásis Quetzalcoatl</title>
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		<title>À Mulher Escarlate Todo Poder é Dado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Soror Ma'at]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Magia Sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje eu recebi um chamado muito forte da resina estoraque. É uma resina super negra e profunda. É fumaça, é encruzilhada, mistério e inversão. O perfume fica do negro mais profundo e lindo quando usamos ela. Todo meu processo criativo, de uma certa forma, acompanha os momentos pelos quais estou passando em minha vida. Tenho... <div class="link-more"><a href="https://quetzalcoatl-oto.org/a-mulher-escarlate-todo-poder-e-dado/">Leia mais</a></div>]]></description>
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<p>Hoje eu recebi um chamado muito forte da resina estoraque. É uma resina super negra e profunda. É fumaça, é encruzilhada, mistério e inversão. O perfume fica do negro mais profundo e lindo quando usamos ela.</p>



<p>Todo meu processo criativo, de uma certa forma, acompanha os momentos pelos quais estou passando em minha vida. Tenho feito muita imersão na minha adolescência. Eu era muito trevosa, do punk pro gótico, anarquista, juventude transviada, chafurdava e adorava! Tudo era vivido intensamente, extremos se encontravam na mais ampla entrega, sem medo da morte. Era por isso que eu vivia tanto, chegando a correr riscos mil. Era um gozo pelo limiar, pela beirada, pelo “quase” morrer. Sim, não posso dizer que vivi nessa época as pulsões de uma vida criativamente colorida. Mas através da unilateralidade desse excesso de pulsão de morte, uma vida criativa do espiritual se desenvolvia no subterrâneo, sem que eu percebesse. Faz sentido aqui nos lembrar que Freud fala que o princípio de Nirvana é súdito da pulsão de morte.</p>



<p>Tive um sonho antes da epidemia, onde uma horda de homens de moto clube, que representavam uma praga, com toda aquela caricatura de casaco de couro com taxinhas, eram os mais perversos do mundo. Eles vinham em enxurrada após saquear supermercados e cometerem todos os tipos de crimes hediondos possíveis conforme passavam pelas cidades.</p>



<p>Até que o líder, “o mais perverso de todos” do grupo, falava que não teria mais como eles fugirem, pois finalmente teriam que fazer “a parte deles”; uma “operação” muito importante e visceral que só a eles competia.</p>



<p>Ele então pegava uma taça negra e um bastão e o mergulhava no vinho, enquanto se masturbava e gozava, ao mesmo tempo em que se crucificava em uma cruz de Leviatã (ou cruz do enxofre) INVERTIDA.</p>



<p>Um segundo, em uma cruz EM PÉ, fazia o mesmo com a taça e o bastão, se masturbava e se crucificava.</p>



<p>O terceiro se crucificava em uma cruz DEITADA, após fazer exatamente a mesma operação ritualística de todos os outros. E de repente, me dava conta de que eu estava ali na cruz, em um vestido de seda vermelho, esperando para fazermos sexo ali, deitados</p>



<p>Aí dava o estalo: a mulher como um elemento de uma operação hermética que consiste em encarnar eras espirituais no mundo. Como se a presença dessas mulheres escarlates sempre estivessem na história afora, mesmo quando apagadas nas narrativas das eras e religiões dos “senhores patriarcas”. Como se sempre tivesse havido mulheres operando os desígnios das dialéticas históricas, como avatares das Leis Dela que regerão o mundo durante determinados períodos.</p>



<p>A alegoria da mulher escarlate é essa: a corporeidade que contém a qualidade de unir os opostos dentro de si, tal qual a cruz da matéria que une os quadrantes opositores e elementos complementares. O feminino não é uma antítese de um masculino, como sempre se diz. Essa visão corrobora dualismo, divisão — raiz da dor.</p>



<p>O feminino tem caráter “para além” do que conceituamos como sendo simplesmente o contrário do masculino. Porque ele é um&nbsp;<em>a priori</em>, o círculo mágico que abarca os polos contraditórios e complementares de si mesma. O feminino tem caráter andrógino. É a própria rosa da cruz , onde ela se encontra e assimila a si, promovendo existência. Tal qual o ouroboros: cabeça mordendo a cauda. Falar que o feminino é só a cauda ou a só cabeça da serpente, seria o mesmo que negar o todo da serpente, que são ambas as potências de uma só vez, resultando no círculo. “O todo é maior que a soma das partes” — princípio da Gestalt que muito revela sobre a natureza do feminino — Ela é o todo aqui e agora, em mim e para além.</p>



<p>E quem me conhece sabe que vivo martelando no quanto as alegorias espirituais foram apagando o feminino e o tornando tão, mas tão hermético, se não inexistente. Ou muitas vezes pateticamente justificadas pelo silêncio, como se apenas esse silêncio já fosse a explanação auto caracterizante da qualidade do feminino, de cuja música tão silenciosamente secreta só os “eleitos” mais sensíveis fossem capazes de ouvir.</p>



<p>É claro que o silêncio possui chaves de dimensões mistéricas, mas há que separar com clareza quando essa chave se mistura ao gênero mulher. Ou reduz uma Deusa ao silêncio, pura e simplesmente. Caso contrário, não passará de táticas neurolinguísticas domesticadoras, se arvorando em argumentos de poder iniciáticos em mãos de homens, para que a mulheridade se esqueça do quanto a força de materializar magias de um modo tão poderoso e rápido, nada secreto, pertence potencialmente à nós.</p>



<p>Foi jogo político e institucional se infectando e se misturando nos meandros das verdades espirituais mais íntimas e óbvias, ligadas aos nossos corpos e a nossa capacidade sensorial super aguçada. Mas AINDA BEM que o inconsciente coletivo, em toda a sua atemporalidade e riqueza nos relembra e nos inicia nessas imagens primordiais e arquetípicas, que eles insistem em apagar com a força e ignorância do masculino desequilibrado e recalcado perante tal potência feminina.</p>



<p>Já tenho falado um pouco sobre o fato de a cruz dos elementos ser a própria Maria Madalena na alegoria do cristianismo. Não façamos análises literais. Não estou propondo fatos históricos, e sim simbólicos e arquetípicos. Ou melhor, estou fazendo uma análise psicológica de uma das narrativas mais massificadas da nossa era, que desvelam e simbolizam uma teleologia — uma meta. Independente de qualquer apreço, ou não pelo Cristianismo, o ato de analisar mitologicamente narrativas é uma coisa, apoiar instituições religiosas dominadoras, é outra. Então:</p>



<p>Mater — matéria. Cruz — campo cartesiano deflagrando altitude e longitude.</p>



<p>Só tem latitude e longitude aquilo que preenche um espaço no tempo, ou seja, aquilo que existe na matéria. Quando traçamos a encruza, estamos falando da localização de algo que é. E algo existe, porque houve união dos opostos ali, sempre. E a qualidade feminina é esta: ser esses opostos ao mesmo tempo que os abarca, os sustenta, os une e os encarna. O feminino é onipresente, é ponte, é tudo e nada, assim como Nuit nos fala:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Agora, portanto, Eu sou conhecida de vós por meu nome Nuit, e dele por um nome secreto que Eu lhe darei quando por fim me conhecer. Visto que Eu sou Espaço Infinito, e as Estrelas Infinitas de lá, fazei vós também assim. Nada restrinjais! Que não haja diferença feita em meio a vós entre uma coisa qualquer &amp; outra coisa qualquer; pois por meio disso vem dor</p>



<p class="has-text-align-right">Liber AL vel Legis, Cap. I, Vers. 22</p>
</blockquote>



<p>Na alegoria clássica do cristianismo, Maria Magdalena apenas aparece velando Jesus em seu martírio de crucificação. Eles foram divididos e não se fala da operação de amor de ambos. Ela, que é própria cruz de Malkhut, a princesa prometida do grande mar de Binah encarnando uma operação suprasensível, fazendo a ponte entre céu, terra e submundo.</p>



<p>Dentre partes dos meus devaneios místicos, é por causa deles que estou prestes a parir um perfume de profundo estoraque negro, com rosas vermelhas e o que mais de ingredientes me pedirem pra entrar nesse caldeirão. Abri aqui um pouco de minha intimidade onírica e mística, para que tenham uma ideia do processo criativo por detrás de um frasco de perfume. Nesse em especial está sendo um resgate de um feminino profundo e ancestral tentando elaborar os motivos pelos quais ele se misturou e promoveu o patriarcado. Desígnios da não-dualidade, misteriosos e que só a Deusa sabe. As águas negras e vermelhas estão se revolvendo prometendo revoluções de contorções uterinas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Metas da Magia Sexual</title>
		<link>https://quetzalcoatl-oto.org/metas-da-magia-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Frater Dionísio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 May 2024 19:31:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Magia Clássica]]></category>
		<category><![CDATA[Magia Sexual]]></category>
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					<description><![CDATA[Faze o que tu queres será o todo da Lei. O termo magia sexual foi cunhado para designar qualquer processo que utilize a gnose obtida através do sexo para atingir objetivos mágicos. Isto significa que magia sexual é um termo amplo que engloba uma série de processos que utilizam um meio comum para cumprir suas... <div class="link-more"><a href="https://quetzalcoatl-oto.org/metas-da-magia-sexual/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Faze o que tu queres será o todo da Lei.</p>



<p>O termo magia sexual foi cunhado para designar qualquer processo que utilize a gnose obtida através do sexo para atingir objetivos mágicos. Isto significa que magia sexual é um termo amplo que engloba uma série de processos que utilizam um meio comum para cumprir suas metas. Para simplificar, podemos usar o esquema de Dave Lee e dividir a magia sexual em três tipos principais, em termos de seus objetivos. A Feitiçaria Prática, que é utilizada para carregar sigilos e dar origem a servidores em geral; a Invocação, assunção de formas-deus; e o Recondicionamento; que busca a liberação das chamadas couraças energéticas.</p>



<p>O primeiro formato é o mais simples. No momento do orgasmo (o que não significa ejaculação), o magista utiliza o vazio obtido para alcançar camadas de seu subconsciente e dar-lhe ordens. O método da sigilização é o mais conhecido, onde figuras pictóricas contendo a mensagem de forma subliminar são visualizadas no momento da gnose. Este é o único método que admite a famosa rapidinha, pois um magista treinado pode obter um orgasmo instantâneo mesmo sem estimulação física, assim como qualquer emoção forte. Contudo, a maioria dos magistas irá concordar que para alcançar camadas mais profundas do subconsciente (as quais são obviamente mais poderosas) e romper paradigmas consensuais mais radicais, é necessário obter estados mais fortes de êxtase, para que o vazio derrube barreiras mais arraigadas do ego. Em geral, a proficiência de um adepto pode ser medida pela profundidade alcançada com seu êxtase e a rapidez com que ele consegue atingi-lo. Fazer magia para conseguir um emprego e atingir êxito pode ser comum, mas magias instantâneas, como derrubar homens em meio a uma luta ou invocar tempestades ao bel prazer é feito para pouquíssimas pessoas na face da Terra.</p>



<p>Na Invocação, o magista utiliza o êxtase prolongado para invocar deuses em seu próprio corpo. Este talvez seja o processo mais interessante em termos do ato, pois quem já sentiu o poder e o êxtase apocalíptico advindo da encarnação de um deus sabe que isto pode mesmo derrubar o interesse do magista por outras formas de magia. O processo se dá através de visualizações, mantras e posturas, cada deus possuindo uma metodologia própria. As ordens esotéricas geralmente guardam estas informações a sete chaves pelo grande poder que elas podem fornecer. As formas-deus geralmente vêm carregadas por toda a energia da egrégora que elas dominam. Entretanto, resultados realmente satisfatórios podem ser obtidos com a criação de &#8220;divindades próprias&#8221;. Experimente elaborar um mito, darlhe uma história e um contexto, além de bolar suas próprias técnicas secretas. Teste em si mesmo e depois me escreva contando os resultados!</p>



<p>O último formato, o Recondicionamento, é o mais belo e ao mesmo tempo o mais pragmático. Ele utiliza o conceito de couraças energéticas criado por Wilhelm Reich. Segundo Reich, nosso corpo e nossa mente estão intimamente ligados, de forma que nossos comportamentos e formatações sociais estão incrustados em nossa musculatura como &#8220;armaduras&#8221; energéticas, o que impediria tanto nosso livre movimento físico quanto nosso livre pensamento. Muitas das terapias inspiradas na teoria reichiana utilizam metodologias corpóreas no tratamento, como é o caso da somaterapia, que dá aulas de capoeira angola durante o processo. A magia sexual do Recondicionamento vai utilizar o êxtase múltiplo do sexo prolongado para romper estas barreiras e promover novos comportamentos mais libertários. A primeira coisa a saber para praticar Recondicionamento é que os orgasmos não acontecem apenas no órgão sexual. As barreiras energéticas estão por todo o corpo e é necessário adquirir a técnica de espalhar o êxtase. Os orgasmos no coração são os mais deliciosos (mas não acredite em mim, teste em você mesmo!). Magistas que vão fundo em recondicionamento acabam se tornando seres &#8220;pestilentos&#8221;, pois seus comportamentos e ciclos energéticos vão adquirindo um aspecto cada vez mais todopermissivo e não-condenante, contaminando os que vivem próximos com o vírus da liberdade. Os preconceitos simplesmente caem.</p>



<p>Enfim, existem mil maneiras de preparar neston, invente uma. Apenas lembre-se sempre de que o objetivo é se divertir e levar a vida na boa. Caso se sinta dominado por algo, fuja, faça um banimento! Eu fiquei preso pelo paradigma da total não-ejaculação por um bom tempo. Isto me foi bastante útil para elevar meus centros energéticos, mas, após esgotar as possibilidades, fiquei preso numa miríade de autocondenações quase cristã. Livrei-me disto com a leitura de novos livros, simples assim. Não tenha medo, mas não seja burro! E o que conseguir de interessante, escreva-me!</p>



<p>Amor é a lei, amor sob vontade.</p>
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		<title>(O)culto Feminino</title>
		<link>https://quetzalcoatl-oto.org/oculto-feminino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Frater H.H.A.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2024 16:31:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Magia Clássica]]></category>
		<category><![CDATA[Magia Sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Magick]]></category>
		<category><![CDATA[Paganismo]]></category>
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					<description><![CDATA[As histórias das ordens ocultistas e religiosas no ocidente marcam momentos significativos desta ou daquela escola de mistérios, grupos de fiéis irmãos, iniciados reconhecidos como iguais, no direito de compartilhar experiências secretas mágico-religiosas proibidas aos homens e mulheres desprovidos da sutil capacidade de compreender os mistérios entre o Céu e a Terra. Se por um... <div class="link-more"><a href="https://quetzalcoatl-oto.org/oculto-feminino/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As histórias das ordens ocultistas e religiosas no ocidente marcam momentos significativos desta ou daquela escola de mistérios, grupos de fiéis irmãos, iniciados reconhecidos como iguais, no direito de compartilhar experiências secretas mágico-religiosas proibidas aos homens e mulheres desprovidos da sutil capacidade de compreender os mistérios entre o Céu e a Terra.</p>



<p>Se por um lado os homens (que ostentavam algum poder aquisitivo ou prestígio) possuíam cadeira cativa nesse processo gregário chamado ocultismo, as mulheres, por outro lado, foram deixadas como coadjuvantes anônimas da história. Parte da culpa deve-se aos rumos do cristianismo europeu, onde a criação das ordens Segunda ou ordens femininas dentro do catolicismo, pouco ou nenhuma expressão trouxe ao desenvolvimento da teologia e liturgia cristã, lugar esse atribuído aos homens da fé, que devotavam sua castidade em oferta a Deus e a Igreja. A missão de uma ordem Segunda era determinada pelo seu tamanho e pelo(a) santo(a) de devoção. Assim, a missão hospitalar, monástica, educacional e catequização foram algumas das práticas realizadas por tais mulheres em conventos, abadias ou comunidades católicas.</p>



<p>O protestantismo não trouxe maiores mudanças ao lado feminino da balança. Com exceção das rainhas britânicas Elizabeth I e Vitória, o desempenho social e religioso das mulheres era parco, alegoricamente presas na visão fundamentalista da mulher educada para seu marido ou, em contrapartida, daquela que trazia o pecado carnal e a desgraça (financeira, principalmente). A responsável pela queda do Homem daquele paraíso primordial ou verdadeira desmoralização social, exemplificado nas pinturas do holandês Vermeer Von Delft.</p>



<p>O panorama social não mudou muito até a 2ª Revolução Industrial inglesa e, posteriormente, francesa, quando mulheres desempenhavam (por baixos salários) atividades antes masculinizadas, além do desenvolvimento dos transportes ferroviários e náuticos, permitindo as trocas comerciais favoráveis aos paises capitalistas e as culturais, surgindo um industria cultural de olho na mulher consumidora. O papel da mulher na sociedade industrial foi crescendo paulatinamente, em sociedades conflituosas com tais mudanças. A expansão inglesa e francesa reabriu caminho para o diálogo oriente-ocidente, sendo a primeira comparada a uma &#8220;senhora elegante, sábia e perigosamente misteriosa&#8221;.</p>



<p>O oriente precisava ser domado, destrinchado e reordenado pela cultura ocidental, a sociedade patriarcal cristã era o parâmetro para essa ordenação. Muitos curiosos, pesquisadores antropológicos, etnógrafos ou mesmo bon vivents partiam para a ásia a procura de expansão de merca do, além de mistérios alquímicos contados em lendas hindus e chinesas, a austeridade budista e o ópio. O expansionismo trouxe ao europeu o dilema de que era possível o desenvolvimento cultural por caminhos diferentes da história européia e, num dado momento, era possível lucrar com o exótico oriente.</p>



<p>Por outro lado, três pensadores modernos questionaram os alicerces da sociedade moderna com a veemência revolucionária que faltava aos descontentes: primeiro Karl Marx e sua crítica histórica a sociedade fundamentada no capital; Sigmund Freud, com sua análise do Homem através do campo psicanalítico, abrindo caminho para o estudo do inconsciente como ciência médica; Friedrich Nietzsche e sua filosofia que rompe com a tradição socrática do Homem em relação à Verdade como sinônimo de realidade.</p>



<p>A &#8220;Hermetic Order of Golden Dawn&#8221;, fundada em 1888 por MacGregor Matters, Willian R. Roodman e Wynn Westcott, reatava, inicialmente na Inglaterra, as inspirações de uma sociedade evolutiva através do conhecimento iniciático da antiguidade. Passaram por lá os célebres ocultistas Whaite, Aleister Crowley e Dion Fortune (Violet Mary Firth), essa última líder da &#8220;Society of the Inner Ligth&#8221;, também autora de vários livros sobre o assunto.</p>



<p>As transformações sofridas pelas tensões na Europa na modernidade trouxeram uma outra, nossa contemporaneidade, cuja abertura das portas para a participação da mulher na vida pública se fizeram necessárias, passando ela a exercer assim, maior atividade econômica, cultural e ocultista.</p>



<p>Hoje, as sociedades Rosa Cruz, inspiradas nos princípios originais do século XVII até os dias atuais, possuem em seu corpo de membros mulheres atuantes em seus papeis iniciáticos; já a Maçonaria, abre um tímido espaço para as Maçonarias Mistas, de caráter irregular (uma tendência não generalizada, porém um fato no século XX).</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Caminho do Feminino como Ciência Ocultista</h2>



<p>O desejo de ruptura da sociedade cristã e seus valores patriarcais encontrou eco em muitas correntes do pensamento europeu a partir do séc. XIX. Ansiava-se descobrir as origens do problema metafísico, redescobrir outras possibilidades não continuadas pela sociedade patriarcal da religião cristã, insurgindo assim muitas teorias em defesa de um passado matriarcal e sua problematização no contexto da época. Para isso, muitas correntes ocultistas retornavam ao mistérios do passado (mesmo não sendo) para instaurar uma tradição sólida e legitimada pela (estrábica) história. Foi assim com o neo-druidismo, o ocultismo egípcio e muitas tradições cabalistas e gnosticistas atribuídas a mestres ancestrais anteriores ao cristianismo. O passado poderia trazer força ao escopo de uma tradição, melhor ainda se este passado remontasse épocas imemoriais, anteriores a escrita.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>[&#8230;] um novo matriarcado se anuncia [&#8230;] Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud — a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama</p>
<cite>Oswald de Andrade, in Manifesto Antropofágico</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Wicca e o Duoteismo versus Monoteísmo</h2>



<p>Gerald Gardner nasceu em Liverpool de 1883, foi funcionário da corte inglesa e viajou o mundo recolhendo informações que alimentassem sua paixão desde épocas mais joviais: o ocultismo. Consta que Gardner iniciou-se em algumas ordens conhecidas como a Maçonaria (no Ceilão), a ordem Rosa Cruz, a Golden Dawn e a O.T.O. de Aleister Crowley. Foi também membro da English Folclore Society, instituição presidida por sir Charles Godfrey Leland, renomado folclorista inglês a quem se atribui influência nos trabalhos de Gardner.</p>



<p>Inquieto com sua aposentadoria prematura, Gardner passou a pesquisar aquilo que ele viria chamar de tradição da bruxaria britânica, oriunda nos celtas e preservada até os anos modernos. Essa teoria era de total desconhecimento e descrédito para a English Folclore Society, mesmo aceitando que a cultura pagã encontrara novos meios de conviver com o cristianismo, escamoteando-se em práticas familiares atemporais.</p>



<p>Já nos anos de 1950, o autor publica o livro Witchcraft Today (Bruxaria Hoje), sucedendo seu livro High Magic&#8217;s Aid (Ajuda da Alta Magia), um romance esotérico segundo os próprios termos. As afirmações de que uma tradição duoteista (onde uma deusa feminina dividia seu culto com um deus masculino) preservada dos embates com o cristianismo, assim como segredos iniciáticos e ritualísticos contidos num misterioso grimório chamado de Book Of Shadows (Livro das Sombras), contribuíram no século XX para o estabelecimento de caminhos espirituais neo-pagãos da wicca (termo inaugurado por Gardner), somado ao revival do xamanismo, do druidismo e da stregheria. Práticas que se voltavam ao ciclo da natureza, alegorias alquímico-sexuais do encontro do princípio feminino (A Grande Mãe) com o masculino (o deus cornucópio) caracterizam a wicca como fenômeno ecológico, onde o papel desempenhado pelo humano é de co-participante dos mistérios da Mãe Terra (Gaya), e animista, onde os espíritos e deuses desse sistema fazem parte do reconhecimento das forças envolvidas e figuradas no que se refere a Natureza, onde o bruxo u a bruxo desempenha a manutenção dessas forças.</p>



<p>Na geração 60, com a crise do pós-guerra e uma Europa devastada, a América do Norte ganhou destaque junto ao fenômeno cultural e ocultista: a tradição européia foi exportada para o novo mundo. O feminismo crescente torneou a crise e eclipsou o caráter duoteista da wicca, excluindo de seus ritos e de sua convivência mágica qualquer presença masculina fosse simbólica ou mesmo literal, como acontecera na tradição Diânica, encabeçada por Zsuzannah Budapest. O papel nacional também modificou os ramos da wicca, passando a adquirir fenômenos locais de um panteísmo nórdico, em algumas tradições.</p>



<p>Atualmente, a palavra wicca tem sido associada a jovens adolescentes atraídos pelo ocultismo da contracultura neo-pagã, crescendo como religião e sendo estetizada em toda mídia de propaganda (cinema, programa de tevê, música e Internet).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mme. Blavatsky e o Poder do Oriente.</h2>



<p>Nascida em Ekaterinoslav (atual Dnepropetrovsk), Ucrânia de 1831, filha de militar e de escritora, Helena Blavatsky foi casada duas vezes, viajou pelo mundo e conheceu desde as peculiaridades dos monges budistas tibetanos até o cosmopolitismo crescente das cidades industrializadas do ocidente. Residiu em Nova York entre 1873 a 1878 (menos opulenta que Paris na época, mas em franca expansão comercial), vindo a morrer em Londres, em 1891.</p>



<p>Fundou junto a Henry Steel Olcott e William Quan Judge (entre outros) a Sociedade Teosófica, cujas nítidas influências encontram-se no hinduismo e no budismo. Blavatsky dizia ter recebido conhecimento dos mestres secretos da Antiga Fraternidade Branca que lhe revelaram os alicerces da &#8220;Doutrina Secreta&#8221; e advertia sobre os perigos encontrados na prática do &#8220;Tantra Yoga&#8221;. Essa é uma passagem polêmica da vida desta personagem, sendo relida por pesquisadores da teosofia que, com senso crítico até onde é conveniente, ameniza ou anistia os excessos da mística ucraniana do século XIX.</p>



<p>Suas pesquisas, polêmicas ou não, tornaram-se legado para o que hoje é comum chamarmos de &#8220;Nova Era&#8221;, trazendo consigo o ímpeto pelo orientalismo mistificador opondo-se claramente à tradição esotérica européia, tendo em vista os planos que esta possuía para o futuro da Sociedade Teosófica. A participação de ambos os sexos era vista como processo natural do trabalho teosófico, mesmo sobre duras críticas direcionadas a uma líder espiritual mulher no século XIX. Tais divergências não impediram que as demais ordens como a Maçonaria, ordens Rosacruz entre outras adaptassem sua doutrina para o escopo de suas tradições.</p>



<p>Publicou os livros &#8220;Isis sem Véu&#8221;, &#8220;A Doutrina Oculta&#8221;,entre outros (fontes indispensáveis para o estudo da Teosofia). Aleister Crowley possuía uma notável admiração por Blavatsky, sublinhando sua importância para as Ciências Ocultas com o título de &#8220;Mestre do Templo&#8221; (8º=3<sup>□</sup>, no sistema da Astrum Argentum).</p>



<p>A sociedade teosófica abriu campo para alguns célebres personagens engajados em causas dos direitos humanos e na luta pela qualidade de vida sobre a Terra, como foi o caso da inglesa Anna Bonus Kingsford, uma das primeiras inglesas cientista no campo da física (depois de Elizabeth Garrett Anderson), membro fundadora e presidente em 1883 da Sociedade Teosófica no Reino Unido. Suas experiências místicas foram postumamente publicadas no livro &#8220;Clothed with the Sun&#8221;, organizado por Edward Maitland.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mulheres Escarlates — Uma breve história do feminino em Thelema.</h2>



<p>Se por um lado a história de Thelema se deva em grande parte à presença das mulheres próximas a Crowley e ativas nas ordens telêmicas (Astrum Argentum e a Ordo Templi Orinetis, maiores exemplos), a posição ocupada por cada uma delas, nesta ou naquela ocasião, não foi acrescida ou diminuída por atributos masculinos. Se algum mérito receberam, estas o alcançaram por seus próprios feitos e não por sexismo.</p>



<p>A relação existente entre a filosofia de Thelema e as mulheres se dá de maneira capital:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>..e em sua mulher chamada mulher escarlate está todo poder concedido.</p>
<cite>Liber AL vel Legis, Cap. I, Ves. 15</cite></blockquote>



<p>O contato com esse atributo de poder personificado no feminino foi a procura da vida do profeta da Lei de Thelema, Aleister Crowley. Esse contato começou no advento do Livro da Lei, quando sua primeira esposa, Rose Edith Crowley (era Kelley), incita o jovem esposo (este, porem, reticente em todo processo) a receber as palavras sagradas do deus Hórus, em sua primeira viagem ao Egito. Crowley, pelo que consta, estava chocado com o estado de consciência de sua esposa, antes adversa à magia e de parco conhecimento ocultista que, no entanto, reportara-se como Ouada (Rosa em egípcio) e repetira frases enigmáticas como &#8220;eles estão esperando por você&#8221; ou &#8220;tudo isso é sobre a criança&#8221;. Ela trazia indícios de um evento que mudaria para sempre o ocultismo no ocidente, sendo a primeira Mulher Escarlate do profeta.</p>



<p>O mago inglês e profeta da nova Lei, não se contentou apenas em receber do Livro da Lei, mas aprofundou-se ainda mais na procura dos &#8220;conhecimentos inspirados&#8221;, em primeira mão. Após a perda de seu primeiro filho e da separação de Rose Kelley, Crowley casou-se novamente e novamente provou da manifestação da deusa encarnada através de sua esposa, trazendo para a matéria àqueles mistérios mais elevados do Novo Eon, como relata as páginas introdutórias da 1ª Edição do Líber Aleph:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>O progresso espiritual de Crowley de Magister Templi 8º.= 3<sup>□</sup> a Magus 9º = 2<sup>□</sup> abarcou o período de 1914 a 1919, correspondendo aproximadamente à sua viagem aos Estados Unidos. Ele foi auxiliado com o passar dos anos por uma série de mulheres, que ele comparava a dignitárias na cerimônia da sua iniciação. A maioria, se não todas, eram suas amantes, e como catalisadoras mágicas, adotaram nomes terimórficos: &#8220;A Gata&#8221; [Jeanne Foster/Sor. Hialrion], &#8220;A Cobra&#8221;, &#8220;O Cão&#8221;, &#8220;A Coruja&#8221;, &#8220;O macaco&#8221; (Leah Hirsig/ sor. Alostrael) , &#8220;O camelo&#8221; [Rhode Minor/ sor. Ahitha] e &#8220;O Dragão&#8221;[Marie Lavroff Rohling/ sor. Olun].</p>
<cite>Liber Aleph</cite></blockquote>



<p>A forma como Crowley se relacionava com suas amantes e esposas foi (e ainda é) motivo de controvérsias no meio telêmico, não apenas por mulheres, mas aos olhos de homens que vivenciaram o século XX.</p>



<p>Maria de Miramar (a segunda esposa), Leah Hirsing (a única que se manteve sã após findar o casamento) e muitas outras amantes que provaram da loucura, dos vícios e da insegurança da vida ao lado do &#8220;Pior Homem do Mundo&#8221;, compartilhando destinos miseráveis em comum, enlouqueceram, se entregaram ao vício ou cometeram suicídio.</p>



<p>Crowley relata sua procura pela deusa Babalon que reside em cada mulher, sem distinção moral ou qualquer outra, embora negasse não fugir à visão reprimida de um inglês vitoriano em se tratando do sexo feminino, um resquício viciado de uma sociedade falocêntrica arcaizante. As experiências mágickas em prostíbulos ou espetáculos orgiásticos de magia sexual em Cefalú não trazem clareza crítica acerca da personagem do mago inglês e de suas Mulheres Escarlate, ao contrário, revelam a contradição existente no homem que escandalizou o velho mundo sendo ele mesmo tão retrógrado com relação ao sexo oposto.</p>



<p>O papel desempenhado pelas mulheres na A.·.A.·.. ou na O.T.O. depois de Crowley, aponta outros caminhos.</p>



<p>Com a morte da &#8220;Grande Besta&#8221;, tanto a A..·.A..·.. quanto a O.T.O. passaram por momentos difíceis de reestruturação e de quase extinção por parte da liderança que se sucedeu, o O.H.O. e discípulo de Crowley na A.·.A.·., Karl Germer. A reestruturação dessas duas ordens se deu pelas mãos de remanescentes empenhados na reconstrução &#8220;da casa desordenada&#8221;. As mulheres tanto na A.·.A.·. quanto na O.T.O. são reconhecidas e lembradas pelo empenho heróico que significou a manutenção da tradição mágic(K)a de Thelema no Mundo em parceria com homens cujos propósitos se assemelham. Menciono abaixo algumas dessas mulheres que merecem nossa homenagem:</p>



<p><strong>Regina Kahl:</strong>&nbsp;Foi iniciada na O.T.O., também primeira sacerdotisa da EGC, cuja missa inaugural foi realizada num domingo, 19 de março de 1933 junto a Wilfred T. Smith, na Loja ágape # 2, Califórnia.</p>



<p><strong>Leila Waddell (LAYLAH ou Sor. Cibeles):</strong>&nbsp;Amante de Crowley, foi inspiração na criação do &#8220;The Book of Lies&#8221;, também foi talentosa violinista.</p>



<p><strong>Phyllis Seckler (Sor. Meral, IXº da O.T.O.):</strong> Falecida recentemente, foi membro tanto da O.T.O. quanto da A.·.A.·. Estruturou o Colégio de Thelema organizando informações e ensino do sistema da A.·.A.·. deixados por Crowley. Escreveu ensaios que estão disponíveis na Internet: &#8220;On Religion&#8221; e &#8220;Projections and the Shadow&#8221;.</p>



<p><strong>Jane Wolfe (Sor. Estai):</strong>&nbsp;Atriz americana e uma das primeiras discípulas da A.·.A.·., residiu em Cefalú e se iniciou na O.T.O. na Loja Agape #2, na Califórnia.</p>



<p><strong>Mary Butts (Sor. Rhodon):</strong>&nbsp;Escritora novelista, poeta, ensaísta e discípula de Aleister Crowley na A.·.A.·., residindo na Abadia de Cefalú.</p>



<p><strong>Sor. Helena:</strong>&nbsp;Ex-Secretária Geral da Ordem, sua atuação enquanto mulher dentro do IHQ foi impecável e de um grande exemplo.</p>



<p><strong>Sor. Shaitara:</strong> Ex Representante do Frater Superior no país, liderou a O.T.O. durante anos. Seus artigos são bastante discutidos e lidos no meio ocultista (telêmico ou não), mistura amabilidade e severidade sem conflitar consigo mesma.</p>



<p><strong>Sor. Nephytys:</strong> Antiga Secretária do Oásis Quetzalcoatl, desempenhou seu cargo com total desenvoltura e diplomacia, tanto dentro quanto fora do espaço da Ordem. Companheira inseparável de Fra. Horus Menthu.</p>



<p><strong>Sor. Astarte:</strong> Editora do jornal eletrônico eMagick, órgão divulgador de Thelema, pessoa responsável e severa, mas também brincalhona e generosa.</p>



<p><strong>Sor. Vonah</strong>: Na Tesouraria do Oásis Quetzalcoatl mostrou sempre uma administração financeira eficiente e responsável, mas sempre com um toque generoso e cuidadoso para com todos os Irmãos e Irmãs em dificuldades.</p>



<p><strong>Sor. F.</strong>: Condizindo a maestria do Acampamento Sub Lege Libertas, tem como característica sua doçura, mas sem deixar de equilibrá-la com a severidade quando se faz necessário.</p>



<p><strong>Sor. Atalanta</strong>: Antiga Mestra do Acampamento Opus Solis, foi a força que manteve o trabalho em Minas Gerais durante anos a fio com tenacidade e dedicação extremas.</p>



<p><strong>Sor. Lotus</strong>: Antiga secretária do Acampamento Opus Solis sempre se mostrou uma força combativa e defensora da Ordem e seus princípios.</p>



<p>Essas mulheres, entre outras tantas omitidas neste texto por falta de espaço, contribuem de modo ativo para o estabelecimento e divulgação da Lei de Thelema no mundo.</p>



<p>A todas elas o nosso mais fraterno agradecimento</p>
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