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	<title>Cabala &#8211; Oásis Quetzalcoatl</title>
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	<title>Cabala &#8211; Oásis Quetzalcoatl</title>
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		<title>Anjos Cabalísticos</title>
		<link>https://quetzalcoatl-oto.org/anjos-cabalisticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Frater Hrw]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 15:51:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Angeologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cabala]]></category>
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<p>Temos um grande problema quando falamos de anjos&#8230; Primeiro a Igreja nos veio com uma imagem deles, imagem esta que foi depois reforçada nos meios ocultistas/esotéricos por figuras como Mônica Buonfiglio. E hoje em dia acostumamo-nos a pensar em anjos como um bando de cópias do Brad Pitt com asas. Alguns com um pouco mais de bom-senso pensam também em cópias da Gal Gadot com asas. Mas, de uma forma ou de outra, quando começamos a pesquisar um pouco melhor sobre o assunto chegamos à conclusão de que não é bem assim. Aliás, é bom deixar logo claro que os Anjos Enochianos são tão anjos quanto os Demônios Goethicos são demônios (no sentido cristão da coisa). Sendo assim, é melhor começarmos a colocar esta baderna em ordem&#8230;</p>



<p>O conceito de &#8220;anjo&#8221; utilizado em nossa cultura surgiu na Cabalá e então me parece um tanto lógico que procuremos por lá o que eles são, antes de serem modificados pelo cristianismo e por doidos diversos. Anjos não são sujeitos com asas e auréolas. Para dizer a verdade, anjos não são nem mesmo &#8220;sujeitos&#8221;. Ou melhor, anjos não são &#8220;seres&#8221;. Outro conceito errôneo (muito popular, aliás, entre os seguidores da corrente &#8220;New Age&#8221;) é de que os anjos seriam forças poderosas superiores aos reles humanos. Grande, grande erro. Anjos não são superiores aos seres humanos. E, para sermos precisos, vamos passar a chamá-los por seu verdadeiro nome. Deixemos de lado o termo latino &#8220;anjo&#8221; (de &#8220;angelus&#8221;) e usemos o termo hebraico original: melachin (melach, no singular).</p>



<p>Melach é a palavra em hebraico para &#8220;mensageiro&#8221;, pois é isto que é um &#8220;anjo&#8221;: um veículo para uma mensagem (exatamente isto, que nem o Whatsapp). Mas o que é que estes mensageiros carregam para lá e para cá? Simples: levam &#8220;luz&#8221; e &#8220;sombras&#8221;. Pois existem tanto os melachin de luz (os que sobem) quanto os melachin de sombras (os que descem). Consideremos aqui que &#8220;luz&#8221; e &#8220;sombra&#8221; não tem nada a ver com se a lâmpada está ligada ou não. Estas &#8220;luzes&#8221; e &#8220;sombras&#8221; também não estão ligadas ao bom e velho conceito dual de &#8220;bem&#8221; ou &#8220;mal&#8221;. Elas possuem outro significado&#8230; Então de onde viriam estas sombras? Simples&#8230; De nós, seres humanos, mesmo. Isto porque os melachin, estas forças mensageiras, nada mais são do que as palavras que emitimos. Esta é, aliás, a razão porque se diz que existem &#8220;72 anjos cabalísticos&#8221;, os quais são tão somente os 72 nomes de Yeve (&#8220;Deus, a seu dispor&#8221;): 72 seqüências de três letras (hebraicas, é claro!) que quando usadas de forma correta permitem uma conexão com determinadas energias &#8212; de proteção, cura, revelação, etc.. Aliás, é por isto que o judaísta e o cabalista evitam usar certas palavras. Cada palavra geraria um melach e dependendo desta palavra poderia ser gerado um melach de sombra ou de luz, que unir-se-ia a uma energia positiva ou negativa, carregando esta energia para Kether. Um juramento (ou até mesmo uma promessa falada) jamais pode ser leviano neste sentido pois é também um forte melach é gerado nesta hora, conectando a pessoa diretamente à egrégora pela qual foi feito o juramento. Se este não for cumprida fica um &#8220;buraco&#8221; por onde qualquer coisa pode entrar. Por este pensamento, já imaginou quantos buracos você carrega à sua volta?</p>



<p>Outro ponto que foi dito acima é esta idéia de que os anjos seriam aquelas coisas lá em cima olhando para a gente com cara de &#8220;coitadinhos, tão fraquinhos&#8221;&#8230; Os melachin são apenas ferramenteas da divindade (ou da egrégora, conforme queira), feitos para carregarem mensagens ou idéias entre esta divindade e o ser humano. E, sendo ferramentas, não possuem vontade própria; seria muito incômodo se sua chave-de-fenda resolvesse de uma hora para outra que não iria mais apertar parafusos de cabeça chata, só os de cabeça redonda. E, ora bolas, você não acha que um celular é superior a você. Aliás, até mesmo o melach da morte pode ser impedido em sua missão, se a pessoa que o estiver barrando souber quais as conexões energéticas que deve realizar para tanto. Por outro lado, um ser humano é dotado de livre-arbítrio e Vontade (o que não quer dizer que a maior parte das pessoas faça algum uso disto, muito pelo contráio em geral as pessoas apenas reagem à vida). Os anjos não são estrelas, homens e mulheres são. Um melach não pode dominar um ser humano mas um ser humano pode (e com todo o direito até) dominar um melach, mesmo que seja para desfazer uma ordem dada a ele pela divindade.</p>



<p>Um detalhe a ser considerado aqui é o anjo favorito de onze entre oito esquisotéricos, católicos, e velhinhas atravessando a rua: o anjo da guarda (alguém aí falou em Sagrado Anjo Guardião?). Bem, para a Cabalá isto simplesmente não existe. Afinal de contas você não pede para o seu celular te proteger (a não ser que seja um daqueles antigões e você o jogue na cabeça do ladrão). O que existe é o chamado Magid, que não é um melach e sim um reflexo de nós mesmos no o Mundo Superior, além de Kether. Algo como um &#8220;eu sou você depois da iluminação&#8221;. De vez em quando nosso Magid nos dá uma cutucada e recebemos alguma orientação &#8212; é a tal &#8220;proteção do anjo da guarda&#8221;. É claro que alguns sujeitos receberam um cutucão mais forte que outros. Alguns receberam um verdadeiro ippon, como o Crowley (com Aiwass) e Abraão (que não apenas foi &#8220;visitado&#8221; por seu Magid mas como também pelos de seu filho Isaac e de seu neco Jacó).</p>



<p>Esta é uma visão cabalística das coisas. É claro que a egrégora do &#8220;Brad Pitt de asas&#8221; já é consideravelmente forte (apesar de eu ainda preferir a Gal Gadot) e nada impede alguém de lançar mão dela. Mas, como eu costumo dizer às quintas-feiras, é sempre bom saber de que moringa veio a água.</p>
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		<title>A Palmeira de Deborah</title>
		<link>https://quetzalcoatl-oto.org/a-palmeira-de-deborah/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Moisés Cordovero]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 May 2024 15:08:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cabala]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>
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					<description><![CDATA[Capítulo I Desde tempos imemoriais os pregadores apontaram para o fato de que o principal ensinamento da religião é &#8220;tu deves andar em Teus caminhos&#8221;. A doutrina da Imitatio Dei teve muitos significados diferentes, dependendo da noção que o devoto tenha sobre a natureza de Deus. No Judaísmo esta doutrina sempre teve um caráter ético.... <div class="link-more"><a href="https://quetzalcoatl-oto.org/a-palmeira-de-deborah/">Leia mais</a></div>]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">Capítulo I</h2>



<p>Desde tempos imemoriais os pregadores apontaram para o fato de que o principal ensinamento da religião é &#8220;tu deves andar em Teus caminhos&#8221;. A doutrina da <em>Imitatio Dei</em> teve muitos significados diferentes, dependendo da noção que o devoto tenha sobre a natureza de Deus. No Judaísmo esta doutrina sempre teve um caráter ético. &#8220;Como Ele é misericordioso, sejam assim misericordiosos; como ele é compassivo, sejam assim compassivos&#8221;.</p>



<p>O Talmude prega isto de forma explícita. O Deus da Agadá veste os nus, visita os doentes, alegra o noivo e a noiva, conforta os enlutados. Ser como Deus é realizar atos de caridade. Mas como alguém pode ser como o inescrutável Ain Sof? A Tradição diz: &#8220;Imitem as midoth de Deus&#8221;. Para o Agadista as midoth são traços de caráter; mas, para os cabalistas, elas são as Sefiroth. E como alguém pode ser como as Sefiroth? Este é o problema ético da Cabala, e o Tomer Deborah é uma tentativa de se encontrar uma solução.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo II</h2>



<p>Para que o homem possa se assemelhar ao seu Criador no Mistério de Kether, ele deve possuir as seguintes características, os quais são maiores na Providência Divina:</p>



<p>Primeiro: A mais abrangente é a qualidade da humildade, a qual depende de Kether, pois está acima de todas as outras qualidades, e mesmo assim não ergue a si mesma e nem se mantém orgulhosa, mas de fato desce e olha para baixo todo o tempo. Existem duas razões para o seu comportamento: A qualidade de Kether se envergonha de olhar para cima, para a sua Causa, embora o seu Emanador sempre olhe para baixo para dar o seu benefício; mas ela, Kether, sempre olha para baixo. Assim também deveria o homem sempre se envergonhar de olhar para o alto e de ser soberbo, e deveria olhar para baixo e minimizar a sua importância tanto quanto possível. Esta qualidade geralmente depende da cabeça, pois nenhum homem se torna orgulhoso a não ser levantando a sua cabeça. Ademais, não existe ninguém tão paciente e humilde quanto nosso Deus na qualidade de Kether, a qual é o mais alto grau da misericórdia, pois nenhuma imperfeição, nenhum pecado ou severo julgamento (dos mundos inferiores) ou qualquer outra causa a impede de supervisionar ou de mandar para baixo a sua Influencia, ou de constantemente conceder benefícios para os que estão abaixo de si. Os homens deveriam emular este comportamento: Nenhuma causa no mundo deveria impedi-lo de fazer o bem aos outros; e nem o pecado ou as ações desapropriadas de qualquer homem deveriam ficar em seu caminho e impedi-lo de fazer o bem para aqueles que necessitam de sua beneficência a todo momento. Assim como Deus provê para as necessidades de todos os seres, grandes e pequenos — desde o touro selvagem até os ovos de um verme — e nada retém, pois se Ele os privasse de sua atenção eles não poderiam existir sequer por um simples momento, e por causa disto Ele cuida de todas as coisas e espalha Suas mercês sobre todas as coisas; assim deveria o homem estender a sua misericórdia para todas as criaturas e nada considerar indigno de suas vistas. Mesmo a criatura menos importante deveria ser aos seus olhos muito importante, e ele deveria dar a ela o máximo de atenção e prestar serviço a todos os que necessitem de seus ofícios. De forma geral esta qualidade depende de Kether, e é chamada de Mistério da Cabeça.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo III</h2>



<p>Como deve um homem agir para se acostumar com a imitação de Divina Qualidade da Sabedoria?</p>



<p>Apesar de seu caráter muito elevado e misterioso, a Sabedoria Superna (Hokmah) estende-se sobre todas as coisas que existem. Sobre esta qualidade nós encontramos escrito: &#8220;Quão grandes são tuas obras, Ó Senhor, Tua as criastes todas com Sabedoria&#8221; (Sl CIV, 24). Assim deve se comportar o homem: Sua sabedoria deve se encontrar em toda parte, pronta a dar seus benéficos ensinamentos para todos os homens, a cada um de acordo com a sua habilidade para entender. Toda Sabedoria que ele pode conceder a outro, que ele assim o faça, e que nada o impeça de assim agir.</p>



<p>Agora, Hokmah tem duas faces: A Face superior está voltada para Kether, e esta face nunca olha para baixo, mas apenas recebe influência do alto. A segunda, a Face inferior, volta-se para baixo para supervisionar a Sefirah na qual a sua Sabedoria está se expandindo. O homem deve também combinar em si estes dois aspectos. Em certos momentos ele deve se entregar totalmente à contemplação em solidão sobre o seu Criador, para aumentar a sua sabedoria e aperfeiçoá-la. Mas nos outros momentos ele deve ensinar aos demais sobre esta sabedoria que o Senhor lhe conferiu. Assim como a divina Qualidade de Hokmah (Sabedoria) concede a cada sefirah abaixo de acordo com suas medidas e necessidades, assim deve o homem conceder da sua sabedoria a todos de acordo com suas inteligências, e de acordo com o que ele julgue benéfico ao recebedor. Ele deve se guardar de ensinar mais do que a inteligência do seu pupilo pode entender, para que assim não lhe cause danos. Desta mesma forma, a Sefirah Superior não derrama nas Sefiroth Inferiores mais do que elas podem receber.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo IV</h2>



<p>Como deve o Homem treinar-se na Qualidade de Binah (Inteligência)? Através do Arrependimento, pois nada há mais meritório, uma vez que isto corrige todas as imperfeições. Assim como a Inteligência tempera os Julgamentos e destrói-lhes a severidade, assim deve o homem retornar em verdadeira penitência e corrigir toda imperfeição. Qualquer um que viva todos os seus dias em pensamentos de arrependimento faz com que Binah brilhe sobre todos os seus dias. Assim todos os seus dias são passados em Arrependimento; ou seja, ele se identifica com Binah — que é o Arrependimento -e os dias de sua vida são coroados com o Mistério do Arrependimento Superno. Observe: Assim como o Arrependimento contém em si as Raízes de todo Ser, de acordo com o Mistério do Jubileu; e assim como a raiz dos Externos — o Mistério do Rio de Fogo, que é composto de Santidade transformada pelo Mistério de Gevurah também está enraizado aqui, e daqui se expande; e esta expansão é chamada de Ira de Deus (Haron Af), mas pelo Mistério de &#8220;E o Senhor aspirou doce aroma&#8221; (Gn VIII, 21), esta expansão retorna para a sua fonte e os Julgamentos são adoçados, a ira (haron af) é aplacada, e o Senhor &#8220;se arrepende do mal que ele disse que faria&#8221; (Ex XXXII, 14); desta mesma forma pode o homem através de seu arrependimento realizar este Mistério. Não diga que o Arrependimento beneficia apenas a parte santa do Homem, pois a sua parte má também é temperada por esta qualidade. Saibam disto como prova: Cain era mau, e descendia da Serpente, e mesmo assim foi lhe dito &#8220;Se você agir bem, não serás perdoado?&#8221; (Gn IV, 7) Não penses que, por que vistes do lado mau, não pode haver correção para ti. Isto é falso. Se você agir bem, você pode se enraizar no Mistério do Arrependimento, convertendo todas as más ações ao Mistério do Bem aonde estão enraizadas. Pois toda a Amargura Superna está enraizada na doçura, e pode entrar por sua raiz e corrigir-se; assim estes mesmo atos maus podem beneficiar o homem, e as suas culpas voluntariamente cometidas são contadas como méritos. Agora, as ações que ele cometeu testemunham contra ele a partir do Lado Esquerdo; mas quando ele retorna em perfeita penitência ele faz com que estas ações reentrem em suas Raízes Acima; e todos estes acusadores não são destruídos, mas são reconvertidos em bons fiadores, e se tornam enraizados na santidade, como foi o caso do aperfeiçoamento de Cain. Agora, se Cain tivesse realmente se arrependido e se corrigido, então o crime de Adão pelo qual Cain nasceu — este ninho de impureza — teria sido considerado como sendo um mérito, pelo Mistério de &#8220;o Filho purifica o Pai&#8221;. Mas ele escolheu não se arrepender, e por isto todo o Lado Esquerdo fluiu a partir daí. De qualquer forma, todos os ramos do Lado Esquerdo irão no futuro se tornar doces, e irão retornar para serem reparados, pelas razões que nós explicamos: O Homem enraíza o elemento do mal em si mesmo, o adoça, e o faz entrar no Bem. Assim o Homem limpa a Má Inclinação (Yezer Hara), a traz para a Região do Bem, e a re-planta na Santidade.</p>



<p>Este é o grau de Arrependimento no qual o homem deve se conduzir diariamente, e sobre o qual ele deveria meditar todas as vezes. Todo dia ele deveria realizar algum ato de penitência, de forma a passar todos os seus dias em Arrependimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo V</h2>



<p>Como deve o homem treinar-se na qualidade de Hesed (Amorosidade)?</p>



<p>A principal entrada para o mistério da Amorosidade é pela via do pleno amor ao Senhor, cuja adoração ele não abandonará por causa alguma, por que nada pode ser comparado ao seu amor por Deus. Por isto compete ao homem primeiro arrumar as condições necessárias à adoração Divina; e, no tempo que sobra após ter cuidado disto, ele pode cuidar de suas outras necessidades. O amor por Deus deve ser firme em seu coração sem se importar se ele recebe bençãos ou sofrimento e castigos. Os últimos devem ser considerados como vindos do amor de Deus por ele, como está escrito: &#8220;Fiéis são as feridas de um amante&#8221; (Prov. XXVII 12). Os rabinos interpretaram o verso: &#8220;E tu deves amar o Senhor&#8230;com toda tua força&#8221;(Deut. VI 2) como indicando que o amor é devido &#8220;apesar da medida com que Ele lida com você, seja ela uma medida de beneficência ou de sofrimento&#8221;. Ou seja, todas as qualidade Divinas devem ser identificadas com Hesed. Ao se fazer isto, o homem descobre que o mistério de sua conduta é tal que mesmo quando provém de Malkuth, — quando se relaciona com a qualidade do julgamento rigoroso — ela mesmo assim está ligada a Hesed. Este é o nível alcançado por Nahum de Ganzo, o qual, tentando ligar toda qualidade ao lado de Hesed,, que é chamado &#8220;o bem&#8221;, costumava dizer diante de todo acontecimento: &#8220;isto, também, é para o bem&#8221;. Ou seja, ele costumava dizer que mesmo aquilo que parece derivar do Lado Esquerdo, e estar ligado à Qualidade da Força, é de fato bom, e está ligado à Amorosidade; assim ele iria contemplar o aspecto positivo do ocorrido, e ocultava o Julgamento dentro deste. A prática e se ligar todas as coisas à Qualidade da Amorosidade é certamente um alto nível de conduta.</p>



<p>&#8220;Quem é piedoso? Aquele que trata gentilmente o seu Criador&#8221;. No Tikkune Zohar este ditado é explicado como que indicando que a gentileza que alguém faz no mundo abaixo deveria ser feita com a intenção de se efetuar a correção correspondente no mundo acima; é isto que significa lidar-se gentilmente com o Criador. Por isto se torna necessário ao homem estudar quais as qualidades de gentileza que existem entre os homens, para que ele possa lidar com todos os homens juntamente com o seu Criador, para assim adquirir a qualidade da gentileza. Assim nós delineamos os pontos seguintes, que constituem as qualidades da gentileza.</p>



<p>Primeiro. Já no nascimento do Homem alguém deve se esforçar para provê-lo com todas as coisas necessárias ao seu sustento. Assim deve-se trazer à mente o nascimento de Tiferet a partir de Binah. Quando ele está se esforçando no parto por causa de Din (Julgamento), Tiferet pode nascer com dificuldade, inclinando-se para o lado dos Poderes (Geburoth). O homem deve se esforçar para corrigir isto o máximo possível, para que Tiferet possa nascer se inclinando para a Direita, para que assim a criança possa nascer sem mácula. É este o significado místico da prece &#8220;Traga o nosso julgamento para a Luz, Ó Temível e Santo!&#8221; Ou seja, possa Tiferet trazer o Julgamento para o lado da luz, i.e. o Lado Direito, ou seja, que ele seja santificado e livre dos Poderes. Nesta prece está incluso a intenção do homem de ligar todos os seus atos à Amorosidade, e trazê-los de Binah para o lado de Hesed. Assim a criança nascerá em perfeito estado de desenvolvimento. Praticamente todas as injunções da Torah são motivadas por este desejo, ou seja, de que os Poderes não despertem o acirrar dos Julgamentos acima, e causem &#8220;parto e duros trabalhos&#8221;, proíba Deus!</p>



<p>Segundo. Visitar e curar os doentes. é bem sabido que a Shekhinah está doente de amor desejosa pela União, e a sua cura está nas mãos do homem, que pode lhe dar o Seu remédio apropriado, como está escrito &#8220;Sustentai-me com passas (ashishot), refresquem-me com maças (Cant II 5). O mistério da palavra ashishot é explicado no Livro do Tikkunim: Todas as coisas que estão ligada à Malkuth — no Lado Masculino a letra Yod, Hesed: e no Lado Feminino a letra He, Gevurah — tornam-se como dois braços sobre os quais Ela é suportada. Qualquer um que efetue este Mistério alivia a Doente em sua moléstia. Ainda; &#8220;refresque-me com maçãs&#8221;: Una-a entre Netzah e Hod, por cujos lugar de descanso ela procura, pois são branco e vermelho, como as maças onde a cor vermelha está unida à branca do lado de Hesed. Assim deve Ela ser visitada e purificada, e persuadida a beber e comer da Superna Generosidade da qual se abstém por que Sua &#8220;alma está aflita com a miséria de Israel&#8221; (Jz XI 16). A Superna Adoentada deve ser tratada assim como o doente terreno, pois Ela está muito doente. Assim nós estudamos: &#8220;Ele (o Santíssimo) está doente, &#8230;um fugitivo e andarilho&#8230;&#8221; (Gen. IV 12): &#8220;Um fugitivo de Seu Lugar no Mundo Vindouro; e um andarilho em busca Dela neste mundo&#8221;. Assim está escrito (Prov. XXVII 8): &#8220;Como um pássaro que vaga em busca do ninho dela&#8221; — ou seja, a Shekhinah — &#8220;assim é o homem que erra longe do seu lugar&#8221;. Ele procura por ela e jura que Ele jamais irá ao retornar ao Seu Lugar até ter restaurado Ela no lugar Dela. Na verdade, Ele está &#8220;ferido por causa de nossas transgressões, esmagado&#8221;- voluntariamente- &#8220;por causa de nossas iniquidades&#8221; (Is LIII 5). Mas o remédio para estes dois sofredores está em nossas mãos, e é nossa obrigação visitá-los, e prover as suas necessidades através de nosso labor na Torah e em seus Mandamentos.</p>



<p>Terceiro. Dar esmolas aos pobres. A partes Supernas correspondentes são Yesod e Malkuth. As &#8220;esmolas&#8221; (zedakah) devidas a eles estão explicadas no Tikuné Zohar: Noventa Améns, quatro Kedushot, Cem Bençãos, cinco Livros da Torah. Todos devem se esforçar por estes pobres de acordo com suas habilidades.</p>



<p>Quarto. Hospitalidade aos viajantes. Os viajantes são Tiferet e Yesod para os quais o homem deve providenciar um abrigo em Malkuth. Pois estes dois são chamados de viajantes por causa do Mistério do Exílio, pois eles são peregrinos em busca do Perdido. assim o Homem deve acomodá-los. Como diz o Zohar &#8220;Vós que andais pelo caminho falai disto&#8221;. (Jz V 10); esta virtude pertence aos que abandonamos confortos do lar por causa do estudo da Torah, pois eles fazem com que os viajantes Supernos se ocupem com as necessidades de Malkuth. Ainda: Qualquer um que separe momentos para o estudo da Torah faz com que Tiferet resida em Malkuth, como o Tikkune Zohar deixa claro. Agora, estes viajantes devem ser providos com comida e bebida e devem ser acompanhados em seu caminho. O Homem deve portanto trazer Tiferet e Yesod até Malkuth e alimentá-los ali. Isto é simbolicamente referido no verso: &#8220;Eu entrei no meu jardim, minha irmã minha noiva: eu colhi minha mirra e minhas especiarias; eu comi meu favo com meu mel&#8221; (Cant V 1). Isto se refere à Influência adequada à guia dos Mundos Inferiores que se expande do lado da Adoçada Gevurah. Aos caminhantes deve também ser dado de beber: &#8220;Eu bebi o meu vinho com o meu leite&#8221; (ibid.). Isto se refere à Influência Interna do Vinho Entesourado e do Mistério do Leite Adoçado que une Tiferet com Malkuth — Jacob com Rachel, Gevurah com Netzah ou Hod, como o Raya Mehemna explica. Finalmente o anfitrião deve ao viajantes o acompanhamento. Ele deve trazer o seu próprio Self e Alma para habitar com eles, e acompanhá-los na Imagem Superna. Assim deve ele se esforçar para trazer as outras Sephiroth para acompanhá-los. Muitas e grandiosas coisas estão inclusas nesta reparação. Para fazer um rápido resumo: o Homem deve tentar fazer tudo o que puder pelo seu próximo, e ter em mente, ao realizar os seus atos qual a relação que eles tem com os Mistérios Supernos. Assim ele poderá estar certo de que realmente os efetuou acima, estando plenamente versado nos mistérios. A melhor prática é mencionar oralmente o intento apropriado que se pretende efetuar Acima com o seu ato abaixo, e assim ele cumpre a descrição das Escrituras: &#8220;em tua boca, e em teu coração, é que deves fazê-lo&#8221; (Dt XXX 14).</p>



<p>Quinto. As obrigações dos vivos com os mortos. O paralelo superno para esta atividade é muito difícil de se conceber, pois se trata do Mistério do Desaparecimento das Sefiroth e do seu retorno aos seus bainhas acima. De que forma tão cuidadosa elas precisam ser arrumadas, e lavadas da impureza e vestidas de branco. As Sephiroth devem ser limpas pelo calor branco no fogo da boas ações, e assim serem elevadas ao Mistério da Unidade e unidas Acima. Elas devem ser carregadas acima dos ombros, o que é o Mistério da elevação das Sephiroth, uma após a outra, até que estejam elevadas acima dos ombros, o qual é o ponto de junção do braço com o tronco. Acima deste ponto está oculto o Mistério que não pode ser concebido. No enterro dos mortos deve-se ter em mente o seguinte verso &#8220;E Ele o enterrou no vale&#8221; (bagai) (Dt XXXIV 6), que nós traduzimos por &#8220;pelas treze sendas da Misericórdia&#8221; que dependem de Kether. Assim os enterrados elevam-se ao Éden Superno — Hokmah dentro de Kether. É preciso grande concentração de pensamento para efetuar este Mistério.</p>



<p>Sexto. Conduzir a Noiva à câmara nupcial. Todos os Mistérios da Unificação estão implicados aqui, pois todas as preces e unificações (yihudim) são conhecidas como o mistério de trazer a noiva à câmara nupcial. Principalmente, está nos mistérios das preces em suas várias categorias, na forma como elas estão arrumadas em sua sucessão na liturgia: primeiro, as leituras sacrificiais, depois os Salmos de Louvor, as Preces recitadas enquanto se está sentado, as quais contém a Shemah e suas bençãos, e finalmente a amidah, a qual é recitada em pé, e as demais reparações que se seguem. Todas essas são gentilezas prestadas ao noivo e à noite, cuidando-se de suas necessidades, e os preparando para a União.</p>



<p>Sétimo. Trazer a paz entre um homem e o seu próximo. Ou seja, entre Tiferet e Yesod. Estas duas Sephiroth algumas vezes afastam-se uma da outra, e é necessário aperfeiçoa-las e repará-las, para que se tornem iguais, unidas em amor e afeição. Isto é realizado através de boas ações. Pois quando Yesod se inclina para a esquerda e Tiferet para a direita elas se opõem uma à outra. e este estado perdura até Yesod ser levada à se inclinar também para a direita. Quando existe alguma imperfeição de pecado no mundo (não permita Deus!) existe ódio mútuo entre as Sephiroth, e não há qualquer união ou conexão entre elas. Aquilo que é dito aqui sobre as Sephiroth Tiferet e Yesod é igualmente verdadeiro sobre qualquer outras duas Sephiroth situadas em lados opostos, uma na direita e outra na esquerda, como, por exemplo Hokmah e Binah, ou Hesed e Gevurah, ou Netzah e Hod. A obrigação do Homem é trazer paz entre elas. É isto o que significa trazer paz entre um homem e seu próximo, ou entre um homem e sua esposa. Assim, por exemplo, Yesod traz paz entre Tiferet e Malkuth. Toda esta pacificação é um ato de benevolência para com o Superno.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo VI</h2>



<p>Como deve o Homem treinar-se na qualidade de Gevurah (Poder)?</p>



<p>Saiba que todos os atos que despertam a Má Inclinação de fato despertam os Fortes Poderes, assim deve-se evitar despertar um para não despertar o outro. A razão pela qual o homem foi criado com duas inclinações — uma boa e a outra má — é que uma corresponde à Amorosidade e a outra ao Poder. O Zohar, entretanto, afirma que a Boa Inclinação foi dada ao homem para o seu proveito próprio; mas a Má Inclinação foi dada a ele por causa de sua esposa. Quão doces são estas palavras! Agora, Tiferet, quando impregnada por Hesed, inclina-se ao Lado Direito, e toda a sua conduta é direcionada em direção ao lado Direito pela Boa Inclinação. Mas a Fêmea está no Lado Esquerdo, e todas as suas ações são dirigidas pelos Poderes. Por isto não se deve despertar a Má Inclinação por si mesma, pois neste caso o Homem Superno seria levado a agir com os Poderes e destruiria o mundo; pois todo despertar da Má Inclinação em direção ao lado dos Poderes que o homem causa por causa de seus interesses próprios, causa imperfeições no Superno. Por causa disto pode-se ver por que a raiva e outras paixões semelhantes são tão desprezíveis: elas fortalecem os Poderes Severos. De fato a Má Inclinação deveria ser agrilhoada e presa de tal forma que nenhuma ação pudesse despertá-la no corpo do homem — nem a paixão sexual, nem o desejo por lucro, nem a raiva, nem a busca de honra. Entretanto, por causa de sua esposa, ele poder gentilmente despertar a sua paixão gentilmente, em direção ao lado dos Julgamentos Amenizados, vestindo-a bem e providenciando-lhe uma habitação adequada. Mas ele deveria dizer: Ao vesti-la eu estou de fato removendo imperfeições da Shekhinah, a qual é adornada por Binah, a qual compreende todos os Poderes, mas que é amenizada pela multidão de Misericórdias. Assim todas as imperfeições do lar são na verdade perfeições da Shekinah, amenizadas a partir do Lado da Má Inclinação que foi criada para servir a vontade de ninguém mais alem do seu Criador. Por isto o homem não deveria ter a intenção de obter prazer físico destas coisas. Ele deve prepará-las para o profundo gozo na realização do Preceito — uma Divina União Superna. Assim fazendo, ele ameniza todos os Julgamentos e os aperfeiçoa Lado Direito. Este deve ser a sua aproximação à todas as formas de paixão que lhe vem da sua Má Inclinação. Ele deve usá-las primariamente para o benefício da mulher que o Senhor apontou como sendo a sua companheira. Toda paixão deve ser vertida em canais de adoração Divina e unidas ao lado Direito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo VII</h2>



<p>Como deveria o Homem treinar-se na qualidade de Tiferet (Beleza)?</p>



<p>Não há dúvida que a qualidade de Tiferet refere-se ao estudo da Torah. Entretanto o homem deve estar sempre alerta para não se orgulhar de seu conhecimento da Torah, para não causar um grande mal. Pois ao se tornar orgulhoso ele faz com que a qualidade de Tiferet, que é a Torah, levante e se afaste dele. Mas quem quer que aja humildemente com o seu conhecimento da Torah faz com que a qualidade de Tiferet desça e se abaixe, derramando sua influência para baixo.</p>



<p>Abaixo de Tiferet estão quatro Esferas, e a estas correspondem três tipos de homens (N.T.·. pois Netzah e Hod são consideradas uma). Primeiro: Aquele que se mantém afastado de seus pupilos faz com que Tiferet se mantenha afastada e acima das Esferas de Netzah e Hod (Eternidade e Esplendor) as quais são os &#8220;instruídos pelo Senhor&#8221;, os pupilos de Tiferet. Mas aquele que se desce e ensina a Torah amorosamente faz com que Tiferet igualmente desça e derrame a sua influência sobre seus pupilos. Por isto deve-se lidar agradavelmente com seus pupilos, ensinando-os apenas o que podem compreender; e em seu mérito Tiferet derramará influência sobre eles de acordo com o grau que merecem.</p>



<p>Segundo: Aquele que se orgulha de seu conhecimento da Torah diante dos pobres e deles abusa, como no caso do Rabi Simeon ben Elazar, a quem o profeta Elias apareceu como um feio, desprezível, sujo mendigo, para prová-lo; a quem Rabi Simeon desprezou até Elias revelar a sua verdadeira identidade e reprová-lo por sua injúria. Qualquer um que mostre arrogância para com os pobres faz com que Tiferet aja com arrogância com Yesod e não derrame influência sobre ela; mas quando um homem trata os pobres com a consideração apropriada Tiferet brilhará sobre Yesod. Assim o pobre deveria sempre parecer grande aos olhos do sábio, e ele deveria se aproximar dele. Assim ele faz com que Tiferet acima una-se a Yesod, e ele próprio torna-se unido a ela.</p>



<p>Terceiro: Aquele que age com arrogância com os ignorantes por causa de seu conhecimento superior faz com que Tiferet erga-se e afaste-se de Malkuth (Reino) e pare de derramar influência sobre ela. Assim compete ao homem que se misture com todas as criaturas, e seja considerado por todos os homens. O am haarez (lit. homem da terra, ignoramus) está estabelecido abaixo, no Mistério chamado &#8220;Terra, e se um homem o chama de burro, (proíba Deus!) ele os rebaixa às cascas, e não merecerá mais ter um filho versado na Lei, como ensina o Talmude. Antes deve o sábio tratá-los gentilmente, de acordo com seus modos, assim como Tiferet verte luz sobre Malkuth de acordo com o pobre entendimento desta, pois a inteligência das fêmeas é fraca. Por este princípio ele nunca deve forçar (o conhecimento) sobre os fracos de mente, que são incluídos na classe designada &#8220;pó da terra&#8221;. Assim os antigos Sábios nunca se orgulhavam de seu aprendizado, como vemos em estórias tais como a do Rabi Hamnuna e do Rabi Hama ou daquele Ancião que fugiu quando eles tentaram beijá-lo, por quê desejava não tirar benefício algum de seu conhecimento superior da Torah.</p>



<p>Finalmente, quando engajado em argumentações sobre pontos da Lei a única intenção do homem deveria ser endireitar a Shekhinah e adorná-la com a Qualidade de Tiferet; ou seja, encontrar o verdadeiro sentido da Lei. Isto é o que os Sábios chamavam &#8220;uma disputa em prol do Nome do Céu&#8221;: Hesed e Gevurah misturam-se em Tiferet, concordando com ele em sua interpretação da Lei. Mas toda disputa que não for deste tipo deve ser evitada, pois Tiferet não cuidará de nada fora disto. Mesmo disputas sobre o significado da Torah, se o objetivo for apenas contradizer, leva a pessoa a um mau fim no Inferno (proíba Deus!). Não existe disputa que não cause imperfeições em Tiferet, a não ser discussões sobre a Torah feitas em Nome do Céu. Pois tais vias levam à Paz e terminam no Amor. Quando se procura o seu próprio prazer na Torah causa-se imperfeições na Qualidade Divina e se a seculariza; mas se ele trabalha sobre a Lei pelo prazer do Altíssimo, bendita seja sua parte! O fulcro disto tudo é: Que o homem refine suas opiniões no cadinho do Pensamento e submeta-se à diligente auto-exame; e se ele encontrar um traço de qualquer coisa indigna em si que ele arrependa-se disto. Ele deveria sempre confessar a verdade, para que assim Tiferet, que é a qualidade da Verdade, esteja sempre presente com ele.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo VIII</h2>



<p>Como deveria o Homem treinar-se nas Qualidades Netzah, Hod e Yesod (Eternidade, Esplendor e Fundação)?</p>



<p>Alguns dos métodos para a reparação de Netzah e Hod são comuns a ambos, ao mesmo tempo em que cada um também tem métodos de reparação aplicáveis apenas a si.</p>



<p>Como primeiro passo o homem deve ajudar estudantes da Torah e assegurar o seu sustento, tanto através de contribuições financeiras quanto por atitudes, como supri-los em suas necessidades — ou seja, alimentação — ou satisfazendo qualquer outra de suas necessidades para que eles possa prosseguir em seus estudos sem se perturbarem. Ele não deveria nunca depreciar o seu estudo, para que não estudem desatentos; mas deve honrá-los e louvá-los por seus bons atos, para que se sintam encorajados em seus trabalhos. Da mesma forma, deveria cuidar da obtenção dos livros necessários, da manutenção da Casa de Estudos, e tais outros assuntos pelos quais os estudantes da Torah são encorajados e apoiados. Todas essas ações dependem das duas qualidades Netzah e Hod e cada uma tem dentro de si os meios de alcançá-las, em um maior ou menor grau. Quanto mais se honra a Torah, e a apóia pelas palavras de sua boca, por seu serviço pessoal, ou através de contribuição financeira, ou despertando em outros o interesse pela causa da Torah e de seu apoio, mais ele se torna fixo e arraigado nessas duas Esferas, pois essas são chamadas &#8220;os sustentadores&#8221; e &#8220;aqueles que a retém&#8221; (Prov. III, 18).</p>



<p>Quanto aos estudantes da Torah, eles deveriam aprender com todo mundo, como dizem as Escrituras, &#8220;De todos os meus professores recebi entendimento&#8221; (Sl. CXIX, 99); pois a maestria da Torah não pode ser alcançada quando recebida de apenas um Mestre. Quem se torna de pupilo de todo mundo, merece se tornar uma carruagem para Netzah e Hod, &#8220;os instruídos pelo Senhor&#8221; (Isa. LIV, 13); e aquele que lhe ensina Torah está na categoria de Tiferet, que derrama sua influência para baixo, em direção de Netzah e Hod. Assim, o estudante que está recebendo instruções tem o mérito de fazer com que Tiferet lance sua luz em Netzah e Hod, e está de fato identificado com essas qualidades. Quando ele lê as Escrituras, que são do Lado Direito, ele tem uma relação pessoal com Netzah; quando ele estuda Mishnah, que é do Lado Esquerdo, tem uma relação pessoal com Hod; e a Gemarah, que inclui a ambas, provando as declarações da Mishnah através de evidências Escriturais, causa a reparação de ambas as Esferas.</p>



<p>Agora, portanto, como deve-se treinar na qualidade de Yesod (Fundação)? O homem deveria ser cuidadoso em sua fala de tal forma que não seja levado a pensamentos que resultem na emissão de sêmen. É desnecessário adicionar que deve-se evitar a fala grosseira; deve-se guardar mesmo de conversação limpa que faça surgir pensamentos excitantes. Isto está implicado na passagem das Escrituras &#8220;Não permita que sua boca leve a sua carne à culpa&#8221;(Ecl. V, 5); ou seja, não permita que sua boca pronuncie palavras que causem culpa na carne santa, o sinal do pacto, por uma emissão. E ainda está escrito, &#8220;Por quê motivo deveria Deus se irar à sua voz?&#8221; (ibid.). Agora, se a conversação grosseira está aqui indicada, por quê a Escritura fala de trazer à culpa? Já não entrou ele na culpa? Mas o significado aqui é o de que mesmo se a palavra em si não for pecaminosa, mas pura, ela deve ser evitada se for excitante. Agora podemos entender a construção do verso &#8220;&#8230; traze a sua carne à culpa&#8230; por quê deveria o Senhor se irar à sua voz?&#8221;. A saber, uma vez que a voz é a causa do pecado, Deus ficará irado por sua pronunciação, mesmo quando a fala per si é permitida; pois pelo mal que resulta da fala, a fala e a voz se tornam retroativamente malignas. Assim deve o sinal do pacto ser guardado contra o mau pensamento, para que não resulte da destruição da semente.</p>



<p>Uma precaução a mais: A qualidade de Yesod é sinal do pacto do Arco (i.e. o arco-íris); e o Arco Superior nunca é estirado a não ser para mandar setas para a qualidade de Malkuth (reino), que é o alvo para o qual as setas são destinadas. Da mesma forma as gotas seminais, que são lançadas como setas, devem ser reservadas para a criação de ramos e frutos. Assim como o Arco Superior nunca é estendido a não ser para o fim já mencionado, assim o homem nunca deve estender o seu arco, i.e. causar a sua ereção, a não ser contra o objetivo apropriado, que é a sua mulher no momento de sua pureza, que é o momento apropriado para o acasalamento. Mas se ele estica o seu arco em outros momentos ele portanto causa imperfeição nessa Qualidade, Deus proíba! O homem deve se guardar com todo cuidado, e sua principal defesa é se manter livre dos maus pensamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo IX</h2>



<p>Como deve o Homem treinar-se na Qualidade de Malkuth (Reino)?</p>



<p>Em primeiro lugar, o homem deveria não se orgulhar de suas posses, mas considerar-se em todos os momentos um homem pobre, estando diante de seu Criador como um pobre e suplicante mendicante. Para se treinar nesta qualidade, mesmo que ele seja muito rico, deve considerar que nada que tenha realmente lhe pertença; mas deve pensar de si como se fosse abandonado, sempre necessitando das misericórdias do seu Criador, como se não possuísse nada além do pão que come. Seu coração deve ser submisso, e seus hábitos abstêmios. Acima de tudo, ele deve praticar humildade durante a prece, pois este é um encantamento maravilhoso; e quanto a aqueles que agem de modo diverso as Escrituras dizem: &#8220;então seja o teu coração erguido, e esqueças tu o senhor teu Deus&#8221; (Deut. VIII 14); pois onde há orgulho, existe esquecimento, por causa das Cascas Exteriores. Davi praticou excelentemente esta virtude quando disse, &#8220;Eu estou solitário e aflito&#8221; (Sal. XXV 16). Pois do que lhe valem sua mulher e filhos quando é julgado pelo Criador, ou na hora em que sua alma o deixa? Podem eles o acompanhar além da sepultura? Que ajuda podem prestar além da entrada na tumba? Por isto compete ao homem manter-se humilde e corrigir-se pelo Mistério inerente a esta Qualidade.</p>



<p>Uma segunda maneira de se acomodar a esta Qualidade é elucidada no Zohar, e trata-se de um meio muito importante, sem dúvida. Deve-se ir para um banimento voluntário, de lugar à lugar, por amor ao Nome dos Céus; e então se tornará uma carruagem para a Shekinah exilada.. Que se imagine: Aqui estou eu e minha casa; aqui estão os meus instrumentos; mas o que fará a Glória Superna uma vez que a Shekinah foi exilada e seus instrumentos não estão com ela, pois tiveram que ser deixados para trás por causa do seu banimento? Assim pensando o Homem irá contrair a sua vaidade o máximo que puder, como está escrito, &#8220;Orna-te para ir ao cativeiro&#8221; (Jer. XLVI 19). Seu coração irá se tornar submisso no exílio, e se inclinará à Torah; e então a Shekinah estará com ele. Assim deve-se separar constantemente da sua casa de repouso, como Rabi Simeão e seus associados costumavam fazer para se engajarem no estudo da Torah. Da mais alta excelência é a prática de se caminhar de um lugar para outro a pé, sem cavalo ou carruagem.</p>



<p>Outra das qualidades incluídas em Malkuth, e talvez mais importante do que todos os outros tipos de adoração, é temer o Glorioso e Temível Deus. O Temor é uma qualidade muito perigosa e se torna facilmente impura pela admissão dos Externos; pois se ele teme o sofrimento ou a morte ou o inferno, ele na verdade teme os Externos, pois tudo isto deriva dos Externos. O principal temor é o temor do próprio Deus. Por isto, o Homem deveria ter as seguintes coisas em mente:</p>



<p>Primeiro, a grandeza do Criador sobre todas as coisas. Embora o homem tema o leão ou o urso ou o salteador, ou o fogo ou o precipício, estes são apenas os Seus agentes menores. Por que ele então não deveria temer o Grande Rei? O temor de Deus deveria estar sobre o homem por causa de Sua suprema grandeza, e ele deveria dizer, Como pode o desprezível homem pecar contra tão grande Senhor? Se Ele fosse um urso o devoraria! Mas o Santo, bendito seja, suporta o abuso. Por causa disso não deveria ele temer Suas Grandeza e Terror?</p>



<p>Em segundo, o Homem deveria sempre ter em mente a Providência de Deus, como se estivesse constantemente sendo vigiado e observado. Um escravo sempre teme na presença de seu mestre. Da mesma forma, o homem está sempre na presença de seu Criador, e Seu olho o observa em todos os seus caminhos. Assim deveria ele viver com medo, pois como pode ele ousar transgredir qualquer um de Seus Mandamentos em Sua presença?</p>



<p>Em terceiro, como Ele é a Raiz de todas as almas, e todas elas estão enraizadas nas Sefiroth, e o pecador causa imperfeições em Seu Palácio, como deveria o homem não temer tornar a Residência do Rei suja com seus erros</p>



<p>Quarto, o homem deve notar que as imperfeições causadas por seus atos tiram a Shekinah de seu lugar no alto; e ele deveria se sentir muito amedrontado, pois como pode ele cometer um erro tão grave a ponto de banir o desejo do Rei por sua Rainha? O temor a Deus governado por estas considerações é o temor que enraíza o homem na perfeição da qualidade de Malkuth, e por estes meios ele pode se unir a ela.</p>



<p>O homem deveria tomar precauções para que a Shekinah se una a ele não o deserte. (*Zohar: Homem e Mulher). Assim, ante de tomar uma esposa, a Shekinah certamente não está com ele, pois a Shekinah se manifesta ao Homem a partir do Lado Feminino. O homem se encontra entre duas fêmeas — entre a fêmea material, neste mundo inferior que é como uma tumba, de onde tira o seu sustento, vestuário e intercurso sexual, e a Shekinah acima que permanece pronta a abençoá-lo com todas essas coisas, para que ele possa dá-las para a sua esposa de fé. Isto é análogo a Tiferet, que está entre duas fêmeas, a Mãe Superna (Binah) que derrama influencia sobre ele, e a Mãe Inferior, Malkuth que dele recebe comida, vestuário e obrigações conjugais — ou seja, Amorosa gentileza, Justiça e Misericórdia, como é bem sabido. Agora, a Shekinah não se manifestará ao Homem a não ser que ele assemelhe-se às Existências Superiores, como acabamos de explicar.</p>



<p>Existem tempos em que o homem separa-se de sua esposa por um destes três motivos: primeiro, por causa de sua impureza menstrual; segundo, por causa de sua preocupação com o estudo da Torah, pelo o que ele se abstém de se aproximar dela durante a semana; terceiro, por causa de suas viagens, durante as quais ele se abstém da licença (sexual). Durante estes momentos a Shekinah se une ao Homem e permanece com ele, para que em nenhum instante ele esteja só, como uma coisa a parte, mas seja todo o tempo um Homem completo — Macho e Fêmea. Uma vez que a Shekinah permanece em relação conjugal com o homem ele deve tomar cuidado para que ela não o deixe quando parte em suas viagens. Ele deve se apressar em recitar as preces ordenadas para os viajantes, e engajar-se no estudo da Torah, pois, em tais circunstancias, a Shekinah, que é chamada de Guardiã dos Caminhos, esteja constantemente ao seu lado, como acontece com todos aqueles que evitam o pecado e se engajam na contemplação da Torah. Da mesma forma, quando sua esposa está impura, a Shekinah fica ao seu lado se ele observa a separação apropriadamente. A noite em que ela se imerge, ou a véspera do Sabath, ou a noite quando retorna de uma viagem, são consideradas ocasiões propícias para a união conjugal mandatória. Nestas ocasiões a Shekinah está sempre aberta para receber almas santas; e por isto ele deveria então conhecer a sua esposa, e a Shekinah estará com ele.</p>



<p>O Zohar ensina que o intercurso deve ser feito apenas quando a Shekinah está em seu local apropriado, ou seja, entre os dois braços. Mas em épocas de perturbação pública, quando a Shekinah não está &#8220;entre dois braços&#8221;, isto é proibido. Assim diz o livro do Tikkune Zohar: Aquele que aspira a se unir com a filha do Rei de tal forma que ela nunca o deixe deve primeiro adornar-se com todos os tipos de ornamentos e belos aparatos. A referência é às qualidades mencionadas acima. Depois de ter se reparado apropriadamente ele deve querer recebê-la enquanto se ocupa com a Torah e carrega o jugo dos seus Mandamentos através do Mistério da União Incessante — e veja! ela imediatamente se casará com ele nunca se afastará dele. A União é condicionada pela própria limpeza e santificação que ele faz de si mesmo; e após ter alcançado as purificações necessárias e as santificações, ele deve assumir as obrigações de garantir o seu sustento, o seu vestuário e as obrigações conjugais, que são as três coisas que um homem deve à sua mulher. Primeiro, ele deve por todos os seus atos fazer com que a influência do Lado Direito desça sobre ela, pois isto é a sua comida. Em segundo, ele deve protegê-la do Lado dos Poderes, ou seja, do Lado Esquerdo, para que os Externos não reinem sobre Ela. Como ele a protege? Providenciando para que nenhum aspecto da Inclinação para o Mal, como o desejo carnal, ou a esperança de honra e coisas semelhantes entrem em sua realização dos Mandamentos. Pois quando a Má Inclinação está presente me um preceito, a Shekinah foge dele, como de uma nudez vergonhosa. Por isto ele deve cobrir sua nudez e ocultá-la constantemente para que os Externos não a governem. Desta forma, todos os seus atos serão pelo Nome do Céu, livres da Má Inclinação. Filactérios e corner-fringes também são potentes defensores desta Qualidade contra a regência dos Externos; por isto ele deveria fazer uso constante deles. Em terceiro lugar o homem deve se unir com a Qualidade de Tiferet durante o tempo indicado para a recitação da Shema e durante os momentos em que ele se afasta para estudar a Torah. E quando ele aponta um momento para a realização de qualquer mandamento, que ele o considere como sendo o momento do intercurso conjugal com a Shekinah , que é a filha do Rei. Todos estes usos são intimados no Tikkune Zohar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo X</h2>



<p>No Zohar, Seção Bereshith, o Rabi Simeão dá um excelente e nobre conselho baseado na Torah sobre como o Homem deve se unir à Superna Santidade e conduzir-se de acordo, assim nunca se separando das Sephiroth. A conduta do Homem com respeito à união com as Sephiroth é condicionada pelo tempo; ou seja, ele deve saber qual Sephiroth governa determinado momento, e unir-se a ela efetuando a reparação referente à Sefirah governante. Comecemos pela noite, quando o homem vai para a cama. Nesta hora a Força regente é Lilah (noite), que é de Malkuth. Quando o homem se retira, o sono é semelhante a morte, e a árvore da Morte reina. O que deve fazer o homem (para impedir isto)? Que ele faça a reparação apropriada, aliando-se ao Mistério da Santidade, ou seja, com a Qualidade de Malkuth em seu aspecto santo. Para assim fazer, que ele, ao se recolher, aceite o jugo do Reino do Céu completamente e com total consciência no coração. É meia-noite que ele se levante e lave as suas mãos das Cascas que reinam sobre elas, remova o mal de sua carne e recite a benção apropriada. Então ele deve reparar e aperfeiçoar a Shekinah ocupando-se com a Torah. A respeito de tal pessoa é dito &#8220;Quando tu te deitares &#8220;vigiará por ti&#8221; — contra os Externos — &#8220;e quando tu despertas falará contigo&#8221; (Prov. VI 22). Ela irá se ligar a ti, e tu a Ela, e a imagem de sua alma irá ascender ao Paraíso junto com a Shekinah que lá entra com os retos. A Qualidade de Tiferet também virá para se entreter com ele e os outros justos em Sua companhia, pois todos atentam para a sua voz. Assim o homem escapa de fato da morte, junto com Ela, e de fato a retorna para o Mistério da Vida acima, ligado ao Mistério do Paraíso! E a luz de Tiferet, que brilha sobre os justos no Paraíso começa a brilhar sobre ele.</p>



<p>Ao nascer do dia ele deve ir à Sinagoga e unir-se aos Três Patriarcas. Na porta da Sinagoga deve recitar o seguinte verso: Quanto a mim, na abundância de Tua amorosidade virei à tua casa; eu me inclinarei em direção ao Teu santo templo em temor a Ti. (Sl V 8). Assim ele se inclui no Mistério do Tifereth Adão (&#8220;A Beleza do homem&#8221;- Isaías XLIV 13), a combinação de Hesed, Gevurah, e Tifereth. Ao entrar na Sinagoga e recitar estes versos ele intende se referir aos Três Patriarcas. &#8220;Na abundância de tua amorosidade &#8220;refere-se a Abraão; &#8220;eu me inclinarei&#8221; refere-se a Isca, pois ao seu lado é atribuído todo o inclinar-se, que é a submissão da estatura de alguém quando se encontra a Qualidade da Justiça (Din), e se é posto de lado por ela. Pois ao assim fazer ele põe fora a má hora, trazendo copiosas misericórdias do alto e a adoçando. &#8220;Em temor a ti&#8221; refere-se a Jacob como está escrito &#8220;Quão terrível é este lugar!&#8221;(Gen. XXVIII 17). O adorador assim se identifica com os Patriarcas em pensamento, palavra, e ato: em pensamento, ao tê-los em mente; em palavra, pela recitação da passagem; e em atos, ao se curvar diante de Seu santo templo ante da prece.</p>



<p>Quando ele se encontra na Sinagoga, sua boca é um fonte de onde flui a prece. Ao se identificar com Yesod, a origem da Fonte, a Fonte que é a Sinagoga, é aberta, e ele corrige ou repara a Shekinah pela kavanoth que coloca na prece. Deixando a Sinagoga, ele ascende pelo Mistério da Torah, e se torna identificado com ele através do Mistério da Qualidade de Yom (Dia), pelo qual se conduz até a hora da prece de Minha (Entardecer), quando se identifica com Gevurah. Assim na manhã ele se identifica com Hesed pela sua prece; o estudo da Torah durante o dia o identifica com Tiferet; e no entardecer ele se torna identificado com Gevurah. Todas essas identificações são feitas através da Qualidade do Yom, pelo qual ele agora se dirige à Sinagoga para identificar-se com Gevurah como fez pela manhã com Hesed.</p>



<p>Entre essas identificações, ele une a Shekinah a si mesmo através de seu repasto, quando ele faz gentileza &#8220;esta pobre&#8221;. Como Hillel o Ancião c costumava dizer, &#8220;Um homem reto considera a vida (nefesh) do seu animal&#8221; (Prov. XII 10). Ou seja, o seu intento de comer a sua refeição deve ser o de lidar gentilmente com a sua alma animal, e uni-las aos níveis superiores através do Mistério da comida. Após ter se identificado com Gevurah na hora da prece Minha, ele aguarda pelo anoitecer, do quando Tiferet desce até Malkuth, e ele fica com ela, pois se uniu a ela no início da noite. Ele novamente entra na Sinagoga e faz as identificações apropriadas por meio da escada já mencionada. Então Tiferet retorna ao seu lugar de descanso. Ele então deixa a Sinagoga identificado apenas com Malkuth, pois realizou esta identificação pelo Mistério de sua Aceitação do Jugo do Reino dos Céus. Assim ele periodicamente identifica-se durante todo o dia com as Esferas, e a todo instante com a Luz predominante.</p>



<p>Este conselho é encontrado principalmente no Zohar, Seção Bereshit, e aquilo que não foi tirado de lá é encontrado em outras Seções deste trabalho. É um conselho abrangente pelo qual o Homem pode se identificar sempre com a Santidade, para que a Shekinah nunca se afaste de sua cabeça.</p>
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		<title>Gênese Cabalística</title>
		<link>https://quetzalcoatl-oto.org/genese-cabalistica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Frater Hrw]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 May 2024 18:56:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cabala]]></category>
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					<description><![CDATA[Introdução Normalmente os estudos cabalísticos sobre a Criação, a Gênse baseiam-se em uma série de análises gemátricas e temúricas do primeiro livro da Torah. Estas análises podem ser encontradas com uma certa facilidade, inclusive da autoria de grandes nomes da Cabala. Este estudo propõe-se a seguir uma linha diferente, analizando os aspectos filosóficos por detrás... <div class="link-more"><a href="https://quetzalcoatl-oto.org/genese-cabalistica/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h1 class="wp-block-heading">Introdução</h1>



<p>Normalmente os estudos cabalísticos sobre a Criação, a Gênse baseiam-se em uma série de análises gemátricas e temúricas do primeiro livro da Torah. Estas análises podem ser encontradas com uma certa facilidade, inclusive da autoria de grandes nomes da Cabala. Este estudo propõe-se a seguir uma linha diferente, analizando os aspectos filosóficos por detrás do ato de Criação e mostrando com estes aspectos aplicam-se sob uma ótica telêmica ao dia-a-dia.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Breve Histórico da Cabala</h1>



<p>Antes de se estudar a filosofia por detrás da Gênese Cabalística é interessante que tenhamos algum conhecimento da gênese da própria filosofia cabalística. Um breve estudo da história da mesma dá alguma luz sobre a forma de se encarar um texto da Cabala.</p>



<p>Não existem registros da exata época do surgimento da Cabala. Quando de seus primeiros registros escritos — a Torah e o Sepher Yetzirah, em cerca de 515 a.C. — esta já surge como um sistema filosófico, teogônico e mágico completo, denotando um longo desenvolvimento anterior. Este desenvolvimento, acreditam os historiadores, começou quando da escravidão dos hebreus no Egito e depois na Babilônia, onde os traços culturais destes povos foram absorvidos e reinterpretados. Desta longínqua época até a escritura da Torah não existem quaisquer dúvidas de que a Cabala era uma tradição puramente oral, onde já se encontrava a principal divindade, Iohovah.</p>



<p>Em cerca de 450 a.C. os rabis Ezra e Nehemiah puderam finalmente compilar o Velho Testamento do Hebreus, ou como reza a tradição, Moshe escreveu seu Pentateuco. Isto marcou um renascimento do culto da Cabala, dando origem ao que conhecemos hoje como Judaísmo, o qual manteve-se inalterado até 320 a.C., quando Ptolomeu Soter tomou a cidade de Yerushalom (Jerusalém), destruíndo o culto judeu. Seu sucessor, Ptolomeu Philadelphus, entretanto, resgatou o culto e ordenou sua revisão e tradução para o Grego por setenta e dois estudiosos em 277 a.C.. Desde então tanto o Judaísmo quanto o Cabalismo passaram por uma série de provações, tanto oriundas das antigas filosofias e religiões quanto das novas.</p>



<p>Com as imigrações judaicas para a Europa, estas doutrinas foram sendo espalhadas pelo mundo, muitas vezes voltando às suas origens de tradição oral; algumas vezes por conveniência ou tradição, outras vezes como única forma possível ou segura. Isto não apenas gerou uma considerável diferenciação entre a doutrina primitiva e a de então (mais ainda em referência à atual) mas provocou o surgimento de uma diversidade de escolas diferentes. Tais escolas não limitava-se apenas a diferentes interpretações da Torah e da outra grande obra desta filosofia, o Zohar, o &#8220;Livro do Esplendor&#8221;. As diferentes escolar também agregavam ao cabedal de conhecimentos clássicos teorias tais como a &#8220;queda&#8221; da humanidade, o renascimento do homem como mulher e a punição dos pecados cometidos em vidas passadas.</p>



<p>Algo desta tradição, contudo, chegou até escolas iniciáticas não-judaicas e foi incorporado ao compêndio de conhecimento das mesmas e muito deste conhecimento foi a origem da Cabalá Européia e à vertente da Cabala que estudamos dentro da O.T.O., esta herdada da Golden Dawn</p>



<h1 class="wp-block-heading">O Processo de Criação</h1>



<p>O processo de criação do Cosmo pela tradição cabalística é consideravelmente conhecido por toda a civilização ocidental, posto ser esta a origem na cosmogonia cristã. Outrossim, a fonte original traz-nos algumas considerações interessantes, pontos específicos que foram deixados para trás pela filosofia dos seguidores no Nazareno. Uma pequena visualização deste processo se faz agora necessária.</p>



<p>O primeiro ponto a ser considerado é o fato de que o Deus criador é também ele uma criatura. Para o cabalista o princípio criador é a Torah. Aqui deve-se tomar cuidado pois não estamos nos referindo neste ponto ao livro que recebe este nome, mas à força primal de toda a criação, o moto primo de tudo. Em Hebraico, Torah significa &#8220;Lei&#8221;. Antes de ser uma série de regras aplicadas ao ser humano, a Torah é a Lei que rege o funcionamento do Macrocosmo, não apenas a nível moral ou físico mas abrangendo todo o escopo espiritual, físico e energético do Universo. Foi esta Torah, esta &#8220;forma correta de Ser&#8221; que deu origem a Deus. E aqui devemos fazer outra parada pois o Deus cabalístico não é o Deus único e antropomorfizado, mutiliado e limitado a um aspecto patriarcal e masculino, ao qual o homem ocidental está acostumado e sim um complexo de formas-pensamento, de Inteligências, de arquétipos e forças, tanto de âmbito masculino quanto feminino. O Deus criado pela Torah para o gerenciamento da Criação é um Deus completo em si mesmo, o protótipo do Adam Kadmon que viria a seguir. Pois este é o propósito do primeiro passo da Gênese: o estabelecimento de um propósito que moveria todo o processo a seguir em uma direção específica, controlando, organizando e disciplinando as energias envolvidas no processo..</p>



<p>Este processo continua através de seis &#8220;dias&#8221;, apresentando uma série de passos seqüenciais e lógicos. A cada &#8220;dia&#8221; um componente do Universo é diferenciado, criado, analizado e confirmado. Note-se que cada &#8220;dia&#8221; termina com a frase &#8220;e ele viu que isto era bom&#8221;, ou seja, analizou o que havia acontecido. Note-se aqui que o termo &#8220;dias&#8221; pode — e deve — ser interpretado na forma de &#8220;eras&#8221; e não de períodos formais baseados na rotação planetária. Ou seja, Deus utiliza seis eras, seis etapas diferentes para a Criação. Estudos gemátricos e temúricos indicam que esta criação estava direcionada completamente para a etapa final, o sexto dia, a criação do Ser Humano. Este Ser Humano primordial é criado &#8220;à imagem e semelhança de Deus&#8221;, ou seja, é criado não como uma entidade subserviente e sim como uma divindade em potencial.</p>



<p>Após a última etapa do processo é dada aos Melachin (os anjos cabalísticos) a tarefa de nomear as coisas no Universo. Um ponto fundamental a ser lembrado aqui é a importância atribuída pela Cabala aos nomes. Na Tradição Cabalística um nome não é apenas um rótulo a ser dado a alguma coisa. Um nome deve representar a essência daquilo que nomeia. Algo só pode ser criado se àquilo puder ser dado um nome correto. Note-se então que se as coisas no Cosmo não possuíam um nome elas ainda não existiam de fato. Eram apenas potencialidades presentes em Kether. Entretanto os Melachin não conseguem dar às coisas seus nomes, ou seja, eles falham em transformar estas potencialidades na realidade de Malkhut.. Quem toma esta tarefa e a executa é Adam Kadmon. Com isto, o Ser Humano é premiado com o Livre Arbítrio, enquanto aos Melachin resta permanecerem como meras ferramentas entre a divindade superna e a divindade materializada.</p>



<p>Finalmente, é criada, a partir de Adam Kadmon, a figura de Chava (Eva), que atuaria como sua companheira (gerando também a figura de Adam). O restante da história, envonvendo frutas, árvores e serpentes é mais do que conhecido por todos. Esta alegoria possui uma interpretação diferente dentro da Cabala do que a dada pelo Cristianismo. Porém esta interpretação foge do escopo deste trabalho e não será comentada aqui.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Interpretação Filosófica</h1>



<p>As famosas primeiras palavras originais do Gênese mosaico são &#8220;bereshit barah Elohin et&#8221;. São extensos e numerosos os estudos que tratam destas palavras e seria redundantemente exaustivo repetí-los todos aqui em íntegra. Para os fins deste estudo, basta-nos a colocação de que estas palavras já trazem em si a idéia da Criação com a Morada (a letra Bet) do Homem e como uma bênção (bracha). Consideremos que uma moradia, um lar, evoca a idéia de proteção e conforto, da mesma forma que a idéia de bênção reforça a idéia de proteção. Isto coloca-se contra o conceito do mundo material como um local de provação e tormentos. Uma casa abençoada não poderia ser um Vale de Lágrimas mas ao contrário, um local de êxtase e regozijo. Estas palavras trazem também um ponto interessante na figura de Elohim. Em geral o nome &#8220;Elohim&#8221; costuma ser traduzido simplesmente como &#8220;Deus&#8221;. Porém o mais correto seria &#8220;Deusas&#8221; posto ser Elohim não um princípio masculino e sim feminino e a palavra denotar um plural e não um singular. Não sendo um deus castrado em sua androgenia, pode utilizar a faceta de energia sexual que for mais conveniente para cada caso. E são as justamente as energias femininas de geração que realizam a Gênese.</p>



<p>Existe também fator tempo a ser considerado. É esta a chave para a compreensão dos seis dias de criação do Cosmo na cosmogonia cabalística. Esta divisão do processo em seis etapas reflete a estrutura de criação colocada pelo caminho da Espada Flamejante da Otz Chain (a árvore da Vida). Ou seja, o processo de formação a partir de Kether em direção a Malkhut, passando pelos mundos Arquetípico, Criativo, Formulativo e Ativo. E, a partir da correspondência entre Macro e Microcosmo podemos revelar este mesmo processo na estrutura do Adam Kadmon, onde o processo de criação passa mais explícitamente por seis etapas: Yechidah, Chiah, Neschama, Ruach, Nephesh e Gulph. Isto indica, fundamentalmente duas coisas. A primeira delas é a necessidade que o processo criativo tem de uma disciplina. Sem uma correta disciplina estas energias postas em movimento não adquirem a estrutura necessária para passarem de meros arquétipos a objetos existentes. Cada passo do processo deve ser executado de forma ordeira, em seu momento correto para que o objetivo seja alcançado. E da mesma forma que o processo da Gênese seguiu tais parâmetros, em nossas gêneses pessoais — e em qualquer outra atividade que seja executada — o sucesso só é alcançado se esta mesma filosofia de ação for seguida. O Ser Humano foi criado com a potencialidade do Deus mas esta potencialidade só pode ser alcançada quando trabalhada disciplinadamente. Caso esta disciplina, esta ordenação das coisas, este respeito ao tempo certo de tudo, não sejam levados em conta o que se tem é apenas o mero fracasso em uma empreitada. Outra característica desta disciplina é o seu aspecto analítico. Deus não apenas cria o Universo, ele o analiza e pondera se o que foi feito era ou não bom. Com isto temos que um processo de criação não deve ser deixado por si, mas acompanhado criteriosamente, passo a passo.</p>



<p>Um detalhe interessante é que a consideração &#8220;diária&#8221; de que aquilo era &#8220;bom&#8221; não ocorre no segundo dia. Este é o dia das separações, quando céu e terra, o seco e as águas, a luz e as trevas são separados. Poder-se-ia questionar qual o porquê de Deus não considerar esta separação &#8220;boa&#8221;. Em primeira instância pode-se vir a pensar que a separação seria considerada &#8220;ruim&#8221;. Esta interpretação porém é fruto de uma falta de análise mais acurada. Ocorre que a divisão não é algo bom ou ruim. Ela simplesmente &#8220;é&#8221;. A dualidade causada pela divisão é um componente fundamental de tudo pois o uno é, por definição, estático enquanto o dois é dinâmico; e sem este dinamismo da divisão o processo de criação não pode prosseguir. Deus então simplesmente aceita esta condição necessária e abstêm-se de comentar sua qualidade. Da mesma forma quando, individualmente, estamos em um processo criativo devemos estabelecer sempre um equilíbrio dual de forma a gerarmos esta mesma dualidade dinâmica.</p>



<p>A questão seguinte a ser considerada é a questão dos nomes. Como dito anteriormente, todo o conteúdo da Criação recebeu seus nomes de Adam Kadmon. Foi dito também que dentro da filosofia cabalística algo só pode existir se puder ser nomeado. Nomear torna-se portanto um processo criativo. Cria-se ao nomear. Entretanto não foi Deus, supostamente o Criador, que efetuou esta nomeação. Disto podemos concluir que a Criação não foi, afinal, um ato de Deus, mas do nomeador de todas as coisas: Adam Kadmon. Desta forma passa-se a ver o Ser Humano não apenas como uma criatura passiva no processo do Gênese e sim como o efetivo criador do Cosmo. O prêmio recebido foi o Livre Arbítrio, o qual merece ser estudado. Pois este Livre Arbítrio é um tema apaixonante para debates. Normalmente considera-se como sendo o Livre Arbítrio a capacidade de se manipular o próprio destino. Ocorre que aqui pode (e deve) ser colocado uma proposição do Liber AL vel Legis: &#8220;tu não tens o direito de fazer senão a tua vontade&#8221; (AL I:42). Este Livre Arbítrio então, em uma visão telêmica seria justamente esta Vontade. Ao assumir a Criação o Ser Humano recebe também a sua Grande Obra a ser cumprida. Desta maneira, o Livre Arbítrio é a capacidade humana de seguir em direção à Verdadeira Vontade.</p>



<p>Finalmente vemos no passo final da Criação que de uma costela de Adam Kadmon é criada Chava. Isto é uma óbvia alegoria que, mais uma vez, remete à necessidade da divisão e à natureza divina do Ser Humano. Pois o Adman Kadmon traz em si os atributos masculinos e os femininos. É nesta divisão que o homem e a mulher recebem suas características individualizadas, passam a ser castrados em metade de suas essências. Pois neste momento não apenas Chava é criada mas também Adam. Isto é feito em prol da necessidade de se experimentar a dualidade, visando o auto-conhecimento pela análize das partes. Entretanto, uma vez alcançado este auto-conhecimento o ser humano passa a ver também sua natureza mutilada e inicia a ascenção à divindade tendo como um dos primeiros passos a recuperação de sua metade perdida, o alcançar da androgenia.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Conclusão</h1>



<p>Vê-se por este estudo que a Cabala enxerga no Ser Humano uma divindade ainda em potência mas capaz de alcançar, através do auto-conhecimento sua plenitude divina. Este auto-conhecimento, entretanto, é um caminho a ser trilhado através de um método disciplinado e analítico. É posta de lado também a noção da vida como uma espécie de punição imposta por uma divindade tirânica à humanidade; muito pelo contrário, vê-se a vida como uma dádiva a ser utilizada em prol de nosso Livre Arbítrio, que em um sentido telêmico não é nada menos que a almejada Verdadeira Vontade. Uma vez alcançado este estado tem-se o libertar da condição de divisão dual e alcança-se o estado de unidade bi-polar e, por fim, o retorno à condição de Adam Kadmon.</p>



<p>O estudo da Cabala é um trabalho apaixonante e tremendamente vasto mesmo em sua simplicidade. Recomenda-se a todo o estudante de Thelema este estudo por estar a Cabala na base de nossa filosofia e também para poder compreender melhor a origem de uma filosofia de vida e magia que foi tremendamente deturpada pela civilização cristã.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Referências</h1>



<ul class="wp-block-list">
<li>La Qabala Desvelada; Mathers, MacGregor</li>



<li>A Cabala Mística; Fortune, Dion</li>



<li>Liber 777 and Other Qabalistic Writings of Aleister Crowley; Crowley, Aleister</li>



<li>A árvore da Vida — Um Estudo Sobre Magia; Regardie, Israel</li>



<li>Artigo The Basics of the Kabbalistic System; Gault, R. T.</li>



<li>Artigo An Introduction to The Study of The Kabalah; Westcott, William Wynn</li>



<li>Palestras &#8220;A Cabalá no Dia-a-Dia&#8221;, &#8220;Meditação Cabalística&#8221; e &#8220;Rituais Cabalísticos&#8221;; Rav Mário Meir (Sinagoga Aron Habrit / Academia de Cabalá)</li>
</ul>
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		<title>A Esponja Estelar e os 50 Portais: Duas passagens para a Revelação</title>
		<link>https://quetzalcoatl-oto.org/a-esponja-estelar-e-os-50-portais-duas-passagens-para-a-revelacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bill Heidrick]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2024 20:51:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cabala]]></category>
		<category><![CDATA[Magick]]></category>
		<category><![CDATA[Thelema]]></category>
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					<description><![CDATA[A visão de Crowley da Esponja Estelar, no Lago Pasquaney em uma noite de 1916, foi uma percepção muito profunda, mas uma concepção muito ordinária. Crowley viu &#8220;O Vazio com centelhas&#8221; e elaborou subseqüentemente a visão para incluir muitos insights. [&#8230;] Cada fase no processo era como a alegria de uma jovem águia que plana... <div class="link-more"><a href="https://quetzalcoatl-oto.org/a-esponja-estelar-e-os-50-portais-duas-passagens-para-a-revelacao/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A visão de Crowley da Esponja Estelar, no Lago Pasquaney em uma noite de 1916, foi uma percepção muito profunda, mas uma concepção muito ordinária. Crowley viu &#8220;O Vazio com centelhas&#8221; e elaborou subseqüentemente a visão para incluir muitos insights.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>[&#8230;] Cada fase no processo era como a alegria de uma jovem águia que plana entre as alturas na sempre crescente luz solar na medida em que o amanhecer vai chegando, espumando, sobre a bainha roxa do traje do oceano, e quando os muitos raios coloridos de rosa e ouro e verde reuniram-se e se fundiram na gloriosa órbita do sol, com uma euforia que fez tremer a alma com inimaginável êxtase, aquela esfera de luz impetuosa foi reconhecida como uma idéia comum, inquestionavelmente aceita e tratada com indiferença, porque foi por tanto tempo assimilada como uma parte natural e necessária da ordem da Natureza. No princípio eu fiquei chocado e enojado ao descobrir que uma série de pesquisas brilhantes culminariam em uma trivialidade. Mas eu entendi logo que o que eu tinha feito era viver novamente a carreira triunfante de conquistar a humanidade; que eu tinha experimentado em minha própria pessoa a sucessão de vitórias aladas que tinham sido seladas por um tratado de paz, cujas cláusulas poderiam ser resumidas em algumas expressões triviais como &#8220;A beleza depende da forma&#8221;.</p>



<p>Seria impraticável entrar completamente no assunto desta visão da Esponja-Estelar, apenas porque suas ramificações têm várias formas. Basta reiterar que isto tem sido a base da maioria dos meus trabalhos durante os últimos cinco anos, e lembrar ao leitor que sua forma essencial é o &#8220;Vazio com centelha.&#8221;<br>(o comentário novo de Crowley para Líber AL, Capítulo I, v. 59. Veja também &#8220;Confessions&#8221; pág. 810 e ff;&nbsp;Liber Aleph&nbsp;geralmente em muitas das passagens que citam o termo &#8220;Estrela(s)&#8221;; e muitas passagens em &#8220;Vision and Voice&#8221;.)</p>
</blockquote>



<p>Esta visão descobriu o conceito de um campo matemático simples, depois estendido para incluir vetores e campos funcionais. O contato de Crowley com Sullivan (veja &#8220;Confessions&#8221;, pág. 922) o levou a investigar autores matemáticos. Ele estava profundamente impressionado com as escritas de Bertrand Russell e A. Eddington. O interesse de Crowley pela matemática de campos e séries veio a dominar muitas passagens das suas escritas posteriores, especialmente os comentários para Líber AL e Líber LXV.</p>



<p>O que fez a visão da Esponja Estelar o eixo central para Crowley foi seu estado de prontidão na ocasião em que ele percebeu a relação. Alguns estudos e experiências, especialmente as iniciações, têm que acontecer em seqüência.</p>



<p>&#8220;Sequitur De Hac Re&#8221;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Eu acredito geralmente, nas bases tanto da Teoria quanto da Experiência, tão pouco quanto eu possa ter, que um Homem deve ser primeiro Iniciado e estabelecido na Nossa Lei antes que ele possa usar este Método. Porque nisto está uma Implicação da nossa Iluminação Secreta, relativa ao Universo, como sua Natureza é absolutamente Perfeição.</p>
<cite>Liber Aleph, pág. 181.</cite></blockquote>



<p>Muitos dos que aderem à &#8220;nova&#8221; Magia do Caos falham nesta consideração. Não há nada de novo ou revolucionário na Magia do Caos. É a prática comum a todos os estudantes dos mistérios, e um começo do trabalho sério. O estudo dos sistemas estabelecidos é necessário. Da visão espontânea de Crowley (Caótica?) da Esponja Estelar, uma trivialidade em si mesma, ele continuou para então descobrir as ramificações desta visão dentro do conhecimento acumulado da matemática. Se ele não tivesse feito isto, ele teria gasto muito mais tempo &#8220;redescobrindo a roda&#8221;. Como funcionou, Crowley pôde aplicar a teoria do campo elementar, através da metáfora, à teleologia e, com menos sucesso, à sociologia.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>4. Os cinqüenta portais de Binah foram explicados de várias maneiras. Eles não parecem ser de grande importância; é apenas seu número que é significante. A referência é para Nun = 50 = Escorpião Atu XIII&#8211;Morte.&#8221;</p>
<cite>&#8220;O Chamado do 14º Aethyr&#8221;, &#8220;Vision &amp; Voice&#8221;, página 82, fn 4</cite></blockquote>



<p>Os 50 portais de Binah não foram completamente entendidos por Crowley como tal, mas ele adquiriu a concepção através do tempo e da experiência pessoal. A idéia essencial por detrás dos 50 portais aparece em muitos dos seus escritos e realizações; por exemplo, &#8220;Wakeworld&#8221; em &#8220;Knox Om Pax&#8221;, e &#8220;Vision and Voice&#8221;.</p>



<p>Crowley sentiu falta do significado do diagrama G.·.D.·. das dez Sephiroth em sete palácios nesta conjunção. Este diagrama (&#8220;Equinox&#8221; Vol. I, nº 2, &#8220;Templo de Salomão, o Rei&#8221;, pág. 272, Dia. 27) mostra a distribuição das dez Sephirot em sete palácios, e é uma representação do momento exato da abertura do qüinquagésimo portal — o cruzamento do Abismo. Neste momento fundem-se Malkuth e Yesod e as três Sefiroth superiores aparecem como uma, como Binah. Crowley tornou-se ciente disto através de sua própria experiência, e o fez vendo as Supernas como uma Sephira, ao cruzar inicialmente o Abismo. Ao contrário da sua experiência com a visão da &#8220;Esponja Estelar&#8221;, ele aparentemente não identificou isto com um corpo pré-existente de conhecimento, a tradição dos Cinqüenta Portais do Entendimento. Muito provavelmente, esta omissão pode ser atribuída às velhas representações da Golden Dawn destes 7 palácios e à Besta das Revelações em uma visão negativa Cristã. Veja &#8220;Equinox&#8221;, Vol. I, nº 2, pág. 275, Dia. 33 e pág. 283, Dia. 51, onde a Besta é associada aos palácios. A maioria das especulações a este respeito trata de coisas como os sete morros de Roma, heresias cristãs relativas a &#8220;Satã&#8221;, anticristo e similares. Esta Besta é uma relíquia do misticismo gnóstico e pré-cristão, cuja antiguidade é desconhecida. As Revelações são uma falsificação por si mesmas, com as visões copiadas de fontes pré-cristãs da Merkabah. A Besta com 10 chifres e 7 cabeças é uma variante da serpente nos 32 caminhos da árvore da Vida e uma alternativa para o diagrama dos sete palácios.</p>



<p>Há uma lista dos Cinqüenta Portais de Binah ou do Entendimento por trás de uma tradução do &#8220;Sepher Yetzirah&#8221; por Wescott, embora não em todas as edições, e o original desta lista está no &#8220;Oedipus Aegyptiacus&#8221;, de Kircher. Westcott tomou liberdades com sua fonte. Ele mudou o portal 41 e removeu o material da descrição do portal 50 relativo a Moisés. Suas traduções do Latim são, às vezes, distorcidas por pré-conceitos. Os portais 41 ao 49 também contêm uma confusão original das ordens angelicais Cabalísticas pré-cristãs com as Hierarquias do quinto século do Pseudo-Dionísio</p>



<p>O Sepher Yetzirah de Westcott, 191l ev, 3ª Ed. &#8220;Os Cinqüenta Portais da Inteligência.&#8221;:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Junto com algumas edições do &#8220;Sepher Yetzirah&#8221; é encontrado este esquema de classificação Cabalística do conhecimento que emana da Segunda Sephirah Binah. Compreendendo e descendo através de estágios por anjos, céus, humanidade e reinos animal, vegetal e mineral para o Hyle e o caos. Os Cabalistas dizem que devemos entrar e passar pelos Portais para atingir os Trinta e Dois Caminhos da Sabedoria; e que, mesmo Moisés apenas atravessou até o quadragésimo-nono Portal, e nunca entrou no qüinquagésimo. Veja o &#8220;Oedipus AEgyptiacus&#8221; de Athanasius Kircher, vol.ii, pág. 319.</p>
</blockquote>



<div class="wp-block-uagb-tabs uagb-block-a2874d0c uagb-tabs__wrap uagb-tabs__hstyle1-desktop uagb-tabs__vstyle6-tablet uagb-tabs__stack1-mobile" data-tab-active="0"><ul class="uagb-tabs__panel uagb-tabs__align-left" role="tablist"><li class="uagb-tab uagb-tabs__active" role="none"><a href="#uagb-tabs__tab0" class="uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left" data-tab="0" role="tab"><div>Tradução</div></a></li><li class="uagb-tab " role="none"><a href="#uagb-tabs__tab1" class="uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left" data-tab="1" role="tab"><div>Original</div></a></li></ul><div class="uagb-tabs__body-wrap">
<div class="wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-0" aria-labelledby="uagb-tabs__tab0">
<h3 class="wp-block-heading">Primeira Ordem. Elementar.</h3>



<ol class="wp-block-list portas inicio-trad">
<li>Caos, Hyle (Chôra), a primeira matéria.</li>



<li>Sem forma, vazio, inanimado.</li>



<li>O Abismo.</li>



<li>Origem dos Elementos.</li>



<li>Terra (nenhum germe de semente).</li>



<li>água.</li>



<li>Ar.</li>



<li>Fogo.</li>



<li>Diferenciação das Qualidades.</li>



<li>Mistura e combinação.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Segunda Ordem. Década de Evolução</h3>



<ol start="11" class="wp-block-list portas">
<li>Os minerais se diferenciam.</li>



<li>Princípios vegetais aparecem.</li>



<li>As sementes germinam na umidade.</li>



<li>Ervas e árvores.</li>



<li>Frutificação na vida vegetal.</li>



<li>Origem das formas menos evoluídas de vida animal.</li>



<li>Insetos e Répteis aparecem.</li>



<li>Peixes, vida vertebrada nas águas.</li>



<li>Pássaros, vida vertebrada no ar.</li>



<li>Quadrúpedes, animais vertebrados da terra.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Terceira Ordem. Década da Humanidade.</h3>



<ol start="21" id="portas" class="wp-block-list portas">
<li>Aparecimento do Homem.</li>



<li>Corpo humano material.</li>



<li>A alma humana é conferida.</li>



<li>O mistério de Adão e Eva.</li>



<li>O Homem completo como o Microcosmo.</li>



<li>Dom de cinco faces humanas agindo exteriormente.</li>



<li>Dom de cinco poderes para a Alma.</li>



<li>Adam Kadmon, o Homem Divino.</li>



<li>Seres angelicais.</li>



<li>Homem à imagem de Deus.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Quarta ordem. Mundo das esferas.</h3>



<ol start="31" class="wp-block-list portas">
<li>A Lua.</li>



<li>Mercúrio.</li>



<li>Vênus.</li>



<li>Sol.</li>



<li>Marte.</li>



<li>Júpiter.</li>



<li>Saturno.</li>



<li>O Firmamento.</li>



<li>O Movimento Primeiro</li>



<li>O Céu do Firmamento</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Quinta Ordem. O mundo dos Anjos.</h3>



<ol start="41" class="wp-block-list portas">
<li>Ishim: os Filhos do Fogo.</li>



<li>Auphanim: Querubim.</li>



<li>Aralim: Tronos.</li>



<li>Chashmalim: Domínios.</li>



<li>Serafim: Virtudes.</li>



<li>Malakim: Poderes.</li>



<li>Elohim: Principados.</li>



<li>Beni Elohim: Anjos.</li>



<li>Querubim: Arcanjos.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Sexta Ordem. O Arquétipo.</h3>



<ol start="50" class="wp-block-list portas">
<li>Deus. Ain Soph. Aquele Que nunca viu nenhum olho mortal, e Que foi conhecido somente por Jesus, O Messias.</li>
</ol>
</div>



<div class="wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-1" aria-labelledby="uagb-tabs__tab1">
<h3 class="wp-block-heading">Prima Classis. Elementorum primordiae. עולס הוכורוח.</h3>



<ol class="wp-block-list portas inicio-orig">
<li>Infima: Materia prima, Hyle, Chaos&nbsp;חוסר.</li>



<li>Vacuum &amp; inane, id est, formarum priuatio.</li>



<li>Appetitus naturalis, abyssus.</li>



<li>Elementorum discretio &amp; rudimenta.</li>



<li>Terrenum elementum nullis adhuc seminibus infectum.</li>



<li>Aquae elementum operiens terram.</li>



<li>Aeris ex aquarum abysso exhalantis elementum.</li>



<li>Ignis elementum fouens &amp; animans.</li>



<li>Qualitatum symbolizatio.</li>



<li>Appentitus earundem ad commistionem.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Classis Secunda. Mistorum Decas.</h3>



<ol start="11" class="wp-block-list portas">
<li>Mineralium, terra discooperta, apparitio.</li>



<li>Flores &amp; succi ad metallorum generationem ordinati.</li>



<li>Mare, Iacus, flumina intra alueos secreta.</li>



<li>Herbarum, arborumque, id est, vegetatiuae naturae productio.</li>



<li>Vires &amp; semina singulis indita.</li>



<li>Sensitinae naturae productio, id est,</li>



<li>Insectorum &amp; Reptilium.</li>



<li>Aquarilium — vna cum proprietatibus corundem.</li>



<li>Volucrium.</li>



<li>Quadrupedum procreatio.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Classis Tertia. Humanae Naturae Decas. עולם קטון, id est,&nbsp;Μικροκοσμος, Mundus minor.</h3>



<ol start="21" class="wp-block-list portas">
<li>בריאט האדם, Hominis productio.</li>



<li>עבר מן חאדמה, Limus terrae damascenae materia.</li>



<li>הנשמה ונפּש, Spiraculum vitae anima, siue.</li>



<li>וד האדם וחוה, Adami &amp; Euae mysterium.</li>



<li>האדם כלבו, Homo omnia, microcosmus.</li>



<li>חמשח כהוט הגשט, Quinque potentiae exteriores.</li>



<li>חמשה כהוט הנפּש, Quinque potentiae interiores.</li>



<li>האדם הוא שמים, Homo Coelum.</li>



<li>האדם הוא מלאכ, Homo Angelus.</li>



<li>האדם הוא דמוט האלהים, Homo Dei.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Classis Quarta. Continet Coelorum Ordines, &amp; vocantur ab Hebrais. עולם הגלגלים, id est, Mundus sphoerarum: qua sunt.</h3>



<ol start="31" class="wp-block-list portas">
<li>הגלגל הלבנה, Coelum Lunae.</li>



<li>הגלגל הכוכב, Coelum Mercurii.</li>



<li>הגלגל הנוגה, Coelum Veneris.</li>



<li>הגלגל השמש, Coelum Solis. (Hebraico corrigido)</li>



<li>הגלגל מאדים, Coelum Martis.</li>



<li>הגלגל צדק, Coelum Iouis.</li>



<li>הגלגל שבטאי, Coelum Saturni.</li>



<li>הגלגל הרקיע, Coelum firmamenti.</li>



<li>הגלגל גלגל ראשון, Coelum mobile.</li>



<li>הגלגל גלגל הלגים, Coelum Empyreum.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Classis Quinta. Nouem Angelorum Ordines continet, et vocatur&nbsp;עולם המלאכים, id est, Mundus Angelicus, ut sequitur.</h3>



<ol start="41" class="wp-block-list portas">
<li>חיות הקודש, Animalia sancta, Seraphini.</li>



<li>אופּנים, Ophanim, id est, Rotae, Cherubini.</li>



<li>אראלים, Angeli magni fortes, Throni.</li>



<li>חשמלים, Haschemalim, id est, Dominationes.</li>



<li>שרפּים, Seraphim, id est, Virtutes.</li>



<li>מלאכים, Malachim, id est, Potestates.</li>



<li>אלהים, Elohim, id est, Principatus.</li>



<li>בני אלהים, Ben Elohim, id est, Archangeli.</li>



<li>כרובים, Cherubin, id est, Angeli.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Classis Sexta. אין שופּ, Deus immensus.&nbsp;עולם עליון, Mundus supramundanus &amp; Archetypus.</h3>



<ol start="50" class="wp-block-list portas">
<li>Deus Optimus Maximus, quem mortalis homo non vidit, nec vllo mentis scrutinio penetrauit, estque quinquagesima porta, ad quam Moyses non pertigit.</li>
</ol>
</div>
</div></div>



<p>Nota: Os Anjos do Quinto Mundo ou Mundo Angelical são organizados em uma ordem muito diferente por vários Rabinos Cabalistas.</p>



<p>A seleção conclui com a afirmação que só Jesus Cristo penetrou o qüinquagésimo portal; evidentemente uma interpolação de Kircher. Isto foi disposto no texto do portal por Westcott, obscurecendo o original.</p>



<p>Não espanta que Crowley não tenha achado significado nos cinqüenta portais! Esta miscelânea, em parte cristianizada, não exibe um sistema claro. Aqui está uma reforma moderna:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>A escuridão do útero vazio.</li>



<li>A escuridão do útero fértil.</li>



<li>O feto cresce na escuridão.</li>



<li>O feto se move na escuridão.</li>



<li>Nascimento para a luz exterior.</li>



<li>Primeira respiração.</li>



<li>O cordão é cortado.</li>



<li>Primeira alimentação.</li>



<li>Primeiro sono.</li>



<li>A primeira abertura dos olhos.</li>



<li>A primeira percepção.</li>



<li>O primeiro sonho com o mundo exterior.</li>



<li>O primeiro ato deliberado.</li>



<li>O primeiro amor.</li>



<li>O poder de se mover pela vontade.</li>



<li>A primeira dor de amor.</li>



<li>O começo da fala.</li>



<li>A primeira resposta com compreensão da fala.</li>



<li>O poder para ficar de pé e caminhar.</li>



<li>O poder para separar segurança de perigo.</li>



<li>O comportamento cultural se inicia.</li>



<li>Controle das funções do corpo.</li>



<li>Aprendizagem e razão.</li>



<li>Puberdade.</li>



<li>O crescimento físico se interrompe — maioridade na sociedade.</li>



<li>Cultivo dos sentidos.</li>



<li>Expressão dos sentidos.</li>



<li>Consciência da existência espiritual.</li>



<li>A alma alcança além do espírito.</li>



<li>A alma age à parte do espírito corporal.</li>



<li>A alma vitaliza os sentidos.</li>



<li>A alma inspira os sonhos.</li>



<li>A alma ensina poderes racionais (cerimonial mágico).</li>



<li>A alma guia as emoções (mágica natural).</li>



<li>A alma rege o corpo e o espírito.</li>



<li>A alma guia para além do corpo.</li>



<li>A alma abençoa além do corpo.</li>



<li>A alma persiste sem o corpo.</li>



<li>A alma age sem o corpo.</li>



<li>A alma cresce sem o corpo.</li>



<li>A consciência do mundo é uma chama.</li>



<li>Tutela do mundo.</li>



<li>Tutela das almas.</li>



<li>Tutela dos Vigias.</li>



<li>Soberania — poder para representar o mais alto.</li>



<li>O poder de destruir pela grandeza.</li>



<li>O poder de preservar pela grandeza.</li>



<li>O poder de embutir grandeza.</li>



<li>A grandeza além da luz.</li>



<li>Ser eterno.</li>
</ol>



<p>Os exemplos dos cinqüenta portais apresentados acima demonstram uma das duas formas principais dos portais do Entendimento. Estes primeiros dois exemplos são representativos da mais alta das duas formas e podem ser relacionados com o diagrama da árvore da Vida. De acordo com a Cabala de Krakovshy: A Luz da Redenção, páginas 155 a 157, portais 1 ao 10 são as dez Sephiroth de uma árvore que cresce dentro da conjunção de Malkuth-Yesod-Tiphereth de uma árvore maior. Assim, o portal 1 é Malkuth dentro de Malkuth-Yesod-Tiphereth. O portal 2 é Yesod dentro de Malkuth-Yesod-Tiphereth. Assim continua com o portal 10 sendo Kether dentro de Malkuth-Yesod-Tiphereth da maior.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Malkuth dentro de MALKUTH. Matéria inanimada.</li>



<li>Yesod dentro de MALKUTH. A matéria se diferencia em substâncias. Elementos.</li>



<li>Hod dentro de MALKUTH. São formadas as moléculas.</li>



<li>Netzah dentro de MALKUTH. Substâncias orgânicas aparecem.</li>



<li>Tiphereth dentro de MALKUTH. A vida primitiva aparece.</li>



<li>Geburah dentro de MALKUTH. A vida primitiva se reproduz em espécies.</li>



<li>Chesed dentro de MALKUTH. A evolução das espécies se inicia.</li>



<li>Malkuth dentro de YESOD. As criaturas interagem.</li>



<li>Yesod dentro de YESOD. As criaturas se tornam cientes da vida e do inanimado.</li>



<li>Hod dentro de YESOD. As criaturas evoluem defesas e armas.</li>



<li>Netzach dentro de YESOD. As criaturas se tornam sociais.</li>



<li>Tiphereth dentro de YESOD. As criaturas têm prazer inofensivo umas com as outras.</li>



<li>Geburah dentro de YESOD. As criaturas começam a se importar umas com as outras.</li>



<li>Chesed dentro de YESOD. A comida e outras necessidades são compartilhadas.</li>



<li>Malkuth dentro de HOD. Objetos são usados como ferramentas.</li>



<li>Yesod dentro de HOD. Os objetos são honrados.</li>



<li>Hod dentro de HOD. São feitas ferramentas.</li>



<li>Netzach dentro de HOD. As ferramentas e os abrigos são aperfeiçoados.</li>



<li>Tiphereth dentro de HOD. A feitura das ferramentas é ensinada.</li>



<li>Geburah dentro de HOD. Inicia-se o comércio.</li>



<li>Chesed dentro de HOD. As coisas não necessárias são mantidas para o futuro.</li>



<li>Malkuth dentro de NETZACH. Os objetos são admirados.</li>



<li>Yesod dentro de NETZACH. Os objetos são decorados.</li>



<li>Hod dentro de NETZACH. A decoração representa a natureza.</li>



<li>Netzach dentro de NETZACH. A natureza é influenciada pela decoração.</li>



<li>Tiphereth dentro de NETZACH. Os artistas são honrados.</li>



<li>Geburah dentro de NETZACH. O desenho parte da natureza.</li>



<li>Chesed dentro de NETZACH. Coleções de símbolos aparecem.</li>



<li>Malkuth dentro de TIPHERETH. As nações aparecem.</li>



<li>Yesod dentro de TIPHERETH. As nações reagem com nações.</li>



<li>Hod dentro de TIPHERETH. O comércio entre as nações começa.</li>



<li>Netzach dentro de TIPHERETH. As nações compartilham conhecimento.</li>



<li>Tiphereth dentro de TIPHERETH. Nações honram nações.</li>



<li>Geburah dentro de TIPHERETH. O ritual internacional é formalizado através da prática.</li>



<li>Chesed dentro de TIPHERETH. A comunidade da humanidade é reconhecida.</li>



<li>Malkuth dentro de GEBURAH. A história é inventada.</li>



<li>Yesod dentro de GEBURAH. O mito moral aparece.</li>



<li>Hod dentro de GEBURAH. O progresso é inventado.</li>



<li>Netzach dentro de GEBURAH. A evolução é honrada.</li>



<li>Tiphereth dentro de GEBURAH. A comunidade dos seres é reconhecida.</li>



<li>Geburah dentro de GEBURAH. São reconhecidas as obrigações para com a natureza não-humana.</li>



<li>Chesed dentro de GEBURAH. A abstração é celebrada como superior ao material.</li>



<li>Malkuth dentro de CHESED. A religião e o estado começam a se separar.</li>



<li>Yesod dentro de CHESED. As utopias são imaginadas.</li>



<li>Hod dentro de CHESED. A Religião se torna filosofia.</li>



<li>Netzach dentro de CHESED. Tolerância sobre as diferenças na filosofia aparece.</li>



<li>Tiphereth dentro de CHESED. Existencialismo, Positivismo e Teleologismo fundem-se.</li>



<li>Geburah dentro de CHESED. Identidade pessoal com abstração se torna a meta.</li>



<li>Chesed dentro de CHESED. A iluminação se torna a meta.</li>



<li>Binah. A iluminação é atingida.</li>
</ol>



<p>Os Cinqüenta Portais do Entendimento também podem ser usados em meditação ritual. A segunda maneira para interpretar os cinqüenta portais (sob o Abismo) forma uma estrutura para uma confissão negativa assim como aquela achada no Livro Egípcio dos Mortos. Neste, são feitas sete declarações de pureza para cada uma das sete Sephiroth mais baixas. Estes não precisam ser memorizados, mas são feitos na hora pelo ritualista a cada vez. Cada declaração corresponde a uma Sephira dentro de cada uma das sete Sephiroth de acordo com o padrão mostrado anteriormente. Sete vezes sete são quarenta-e-nove declarações ao todo. Cada declaração tem que tomar a forma de uma negação de erro, correspondendo à combinação das Sephiroth. A profundidade e a qualidade da procura da alma das quarenta-e-nove verdades determinam o sucesso ou o fracasso. Quando o ritualista puder dizer todas as quarenta-e-nove declarações verdadeiramente, o qüinquagésimo portal se abrirá para dentro das Supernas através de Binah. Não é necessário que as declarações sejam precisas com respeito à vida cotidiana da pessoa. Este procedimento gradualmente formula um Eu Superior a partir da personalidade normal. A forma das declarações deve começar com &#8220;Eu não&#8230;&#8221; e concluir com uma negação de erro; por exemplo &#8220;Eu não enganei ninguém.&#8221; &#8220;Eu não menti para ninguém&#8221;, e assim por diante. Esta prática é dada com maior extensão na minha apostila Magia e Cabala #1, páginas 24 a 27.</p>
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