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	<title>Frater R.T.R. 10 &#8211; Oásis Quetzalcoatl</title>
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	<title>Frater R.T.R. 10 &#8211; Oásis Quetzalcoatl</title>
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		<title>Apontamentos Sobre a Prática Ritual.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frater R.T.R. 10]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 16:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Magia Clássica]]></category>
		<category><![CDATA[Magick]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando se trata de Ocultismo, observa-se uma indesejável confusão entre superstição e conhecimento apresentados sob a aparência do empirismo. A crença avança camufladamente sobre o campo do simbólico e reclama para si o título de “científica”. De um lado, o rapto de termos da ciência moderna intentando explicar conceitos que há muito se assentaram como lugar comum na prática mágicka, como “plano astral”, “energia” e “clarividência”, furtivamente dogmatizam a Magia em seu plano teórico. De outro, posturas que replicam instruções ou releituras pessoais como autoridades pseudolegitimadas pelo tempo de prática individual dogmatizam a Magia prática. Dessa forma, o aspecto individual da ritualística é condicionado a um conhecimento absoluto <em>a priopri</em>, que eleva o particular ao status de geral e reduz a riqueza de possibilidades da experiência singular com o ritual a uma verdadeira homogeneização de sua <em>práxis.</em></p>



<p>É sim necessário que, na prática do sistema mágicko, sejam utilizados termos e conceitos da sua linguagem própria. Porém, é importante que evitemos cair na armadilha do cientificismo (gerador de pseudociência), compreendendo-se que a ciência moderna encerra conceitos que não se comunicam, e jamais se comunicaram, com a Magia. Definir “plano astral” e “energia mental” a partir de conceitos próprios da Física Quântica, por exemplo, é apropriar-se indevidamente de um campo de conhecimento completamente distinto que possui abordagens e vias próprias, além de esgotar a possibilidade de compreensão pessoal destes termos, cujas elaborações devem ser inerentes ao trabalho necessário que cada qual estabelece por si só.</p>



<p>Inegavelmente, a prática ritual está intrinsecamente relacionada à natureza humana, pois se trata de uma forma primordial que acompanhou e viabilizou o desenvolvimento da linguagem no homem. Sob a ótica thelêmica, entendemos que natureza humana é sinônimo de singularidade irreplicável, o que significa dizer que cada indivíduo possui sua maneira personalíssima de realização e percepção dos elementos da ritualística.</p>



<p>Nessa propedêutica, a ritualística é entendida como uma ferramenta através da qual o próprio Gênio do indivíduo pode vir a se manifestar, e por isso mesmo, afirmações insofismáveis de que os símbolos devam ser percebidos ou visualizados de uma forma específica representam um esvaziamento da utilidade do ritual. É claro, não significa dizer que não há direcionamentos gerais que possam ser inferidos do próprio rito, ou instruções objetivas sobre a natureza do resultado que se possa esperar:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>O sucesso em &#8220;banimento&#8221; é conhecido por uma &#8220;<strong>sensação de limpeza</strong>&#8221; na atmosfera; o sucesso em &#8220;invocação&#8221;, por um &#8220;<strong>sentimento de santidade&#8221;</strong>. É lamentável que estes termos sejam tão vagos.</p>



<p class="has-text-align-right">(Liber O vel Manus Sagittae, cap. IV)</p>
</blockquote>
</blockquote>



<p>Entretanto, apesar de “lamentável”, se esses termos fossem completamente definidos <em>a priori, </em>correríamos o grande risco de: (1) macular a singularidade da experiência ritual pelo sugestionamento do resultado a ser esperado e (2) rejeitar toda sensação que se pareça incongruente com o esperável, descartando-as como desprovidas de sentido.</p>



<p>Ora, não somente a experiência dessas vagas definições destacadas acima é individual e única, como também o caminho percorrido pelo ritual até elas. Arrepios específicos; sensações de queda; sinestesias com as cores das chamas do pentagrama (ou com suas formas); sussurros no ouvido; surtos de imagens oníricas; surtos de calma ou emoção&#8230; Todos estes fatores, já verificados em práticas do RMP, por exemplo, configuram o resultado de uma união única do praticante para com os símbolos evocados. Por isso mesmo, devem ser objetivamente anotados e analisados quanto à sua persistência ou manutenção durante a consistência da prática pelo tempo.</p>



<p>A definição, ou ato de definir, é um atributo da linguagem do eu consciente (do ego, da mente), linguagem esta que foi desenvolvida nos primórdios da humanidade em conjunto com o próprio ritual. Com o avanço irrefreável do pensamento racionalista, houve o desencantamento do mundo, que, do ponto vista junguiano, representa o divórcio da psique para com as suas origens inconscientes. Podemos dizer que o ritual mágicko como o entendemos hoje, foi um dos atos que representaram o seu “reencantamento”, tão necessário nos dias atuais conforme nos afirma James Hillman. Em outras palavras, o ritual foi originado pelo ser humano em conjunto a com a sua própria linguagem, em uma era primitiva em que o mundo desconhecido era povoado por seres fantásticos que representaram uma expressão simbólica de sua própria psique mais profunda. Hoje, o ritual é resgatado com sua função Mágicka para a religação (“<em>religare</em>”, origem da palavra religião) com o elemento fantástico ou inconsciente, que havia sido relegado ao plano da superstição pelo avanço da linguagem cartesiana que intentou a mecanização do ser e do mundo. Com a diferença que, amadurecidos pela compreensão ampliada da natureza e da Iniciação, os rituais contemporâneos trazem à baila fórmulas mais sofisticadas e adequadas ao atual momento de desenvolvimento da humanidade (Novo Éon). Eles foram, pois, naturalmente desenvolvidos com objetivo de transcender a racionalidade do ego e tocar o substrato psíquico que o subjaz, consistindo em um verdadeiro retorno da consciência às suas origens e, para esse fito, utilizou-se do símbolo.</p>



<p>Jung define símbolo como “<em>a imagem de um conteúdo [psíquico] em sua maior parte transcendente ao consciente</em>” (JUNG, 2013), de forma que, ainda segundo o autor, todo símbolo possui um aspecto (inconsciente) inalcançável pela mente consciente, isto é, incapaz de ser explicado pela razão.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“[&#8230;] uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além do seu significado manifesto e imediato.” (JUNG, 1969)</p>
</blockquote>
</blockquote>



<p>Esses conceitos são introduzidos por Jung para posteriormente explicar a funcionalidade dos símbolos nos sonhos. Para nosso propósito, eles nos orientam quanto à natureza do objeto ao qual a consciência é unida durante o ritual. Em outras palavras, do ponto de vista psicológico, a prática ritualística visa a utilização do símbolo enquanto ferramenta de união da consciência com a ideia nele encerrada, com fim de abarcar o que está além. Isso se dá porque a natureza do Mistério é a <em>Gnosis </em>&#8211; a experiência direta, a revelação ou transe místico, cujo método foi explorado, por exemplo, pela Teurgia de Jâmblico no início da era vulgar.</p>



<p>As observações a seguir são apontamentos cujo objetivo é enriquecer a prática ritualística de cada indivíduo, buscando ampliar a sua consciência sobre a mesma a fim de torná-la mais concentrada e eficiente.</p>



<p>Por fim, é importante salientar que o presente estudo não se trata de um fim em si mesmo, senão de uma reflexão de meio para possibilitar ao estudante em sua caminhada despertar o que Herman Hesse cunhou como sendo o conhecimento que borbulha no sangue e corre nas veias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é ritual?</strong></h2>



<p>Ritual, segundo Richard Schechner: &#8220;[&#8230;] é o comportamento estilizado repetitivo e codificado, que comunica informações culturais sobre status e papéis, compreensão do mundo e experiência religiosa”. (SCHECHNER, 2003)</p>



<p>Em nosso contexto, estilização significa a abreviação de princípios metafísicos e conceitos filosóficos em palavras, figuras e atos. A prática da estilização é tão antiga quanto o desenvolvimento da própria linguagem, sendo inclusive umas das formas primitivas de comunicação. A pintura rupestre, por exemplo, é a forma primitiva de estilização de ideias.</p>



<p>Poderíamos dizer, por exemplo, que AMEN é uma versão estilizada da frase “<em>Adonai Melech Neeman”</em> (Senhor Deus Fiel), ou que “<em>OM</em>” é uma versão estilizada do conceito de vibração primordial do universo. Certamente, o ritual é recheado de “comportamentos estilizados”, cujos conceitos chaves são a base do que chamamos de “fórmulas mágickas”, algumas das quais são exemplificadas em Liber ABA. A expressão “I O” utilizada no Rubi Estrela, por exemplo, é uma estilização do conceito de união dos opostos para possibilidade da criação. O magista está “criando” a si mesmo, simbolicamente, nascendo de novo como um “Bebê do Abismo”, referências a processos espirituais alocados em lugares específicos da Árvore da Vida cabalística.</p>



<p>Ampliando essa definição, Victor Turner, antropólogo britânico, diz que o ritual também tem o propósito de “criar efeitos emocionais e cognitivos em participantes e observadores&#8221;. (TURNER, 1969).</p>



<p>Em um artigo da USP intitulado “O conceito de ritual em Richard Shechner e Victor Turner”, Grasielle Aires da Costa identifica os pontos em comum de ambas as definições acima apresentadas como sendo: <strong>liminaridade</strong> e <strong>transformação,</strong> fases comuns ao ritual em sentido lato. Como se pode ver, liminaridade e transformação configuram o verdadeiro mecanismo de funcionamento do rito no indivíduo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>LIMINARIDADE: resultado inicial das práticas do ritual. O indivíduo sofre um momento de separação para com o cotidiano, “saindo” da sua vida comum à medida que se utiliza de gestos, atos e visualizações ritualísticas que naturalmente o conduzirão ao processo seguinte.</li>



<li>TRANSFORMAÇÃO: Turner enfatiza que a vivência do ritual propicia uma retirada da “vestimenta” imposta pela sociedade, viabilizando ao indivíduo deparar-se com sua essencialidade primitiva, ocorrendo uma mudança de fora para dentro. Para Shechner, essa transformação ocorre no sentido inverso, ou seja, de dentro para fora, uma vez que, perpassada a liminaridade, o indivíduo se redefine através de uma postura interior que produzirá efeitos futuros na sua conduta exterior.</li>
</ul>



<p>Para um recorte mais específico de ritualística mágicka, poderíamos dizer:</p>



<p><strong>O ritual mágicko é um conjunto de atos dramatizados em gesto e imaginação, baseados em fórmulas que representam a mudança almejada.</strong></p>



<p>Dentro dessa definição, podemos encontrar os seguintes baluartes da nossa prática ritualística, simbolicamente associados aos cinco elementos clássicos representados pelo pentagrama em um mecanismo de retro-funcionamento demonstrado adiante.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Características do ritual.</strong></h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="600" height="600" src="https://i0.wp.com/quetzalcoatl-oto.org/wp-content/uploads/2025/08/artigo-praticas-ritual.png?resize=600%2C600&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2298" srcset="https://i0.wp.com/quetzalcoatl-oto.org/wp-content/uploads/2025/08/artigo-praticas-ritual.png?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/quetzalcoatl-oto.org/wp-content/uploads/2025/08/artigo-praticas-ritual.png?resize=384%2C384&amp;ssl=1 384w, https://i0.wp.com/quetzalcoatl-oto.org/wp-content/uploads/2025/08/artigo-praticas-ritual.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/quetzalcoatl-oto.org/wp-content/uploads/2025/08/artigo-praticas-ritual.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>
</div>


<p><strong>1. Gestos e Atos:</strong> representam o elemento TERRA. Os gestos são a materialização da ideia no corpo (corporificação de um conceito, fórmula ou princípio), e o conjunto de atos é o próprio corpo do rito: a sequência necessária que caracteriza o ritual enquanto tal. Requerem esforço e memorização.</p>



<p><strong>2. Fórmulas:</strong> representam o elemento AR. Elas consistem nos conceitos filosóficos que residem por detrás do ritual: o complexo de informações que serão estilizadas em gestuais, simbologia e vocalização a serem corporificados acima. Requerem estudo e conhecimento.</p>



<p><strong>3. Imagem: </strong>do latim, “IMAGO”, representa o elemento FOGO, pois a visualização visa “sutilizar” ou “transmutar” o ambiente percebido pelas vias comuns em um cenário simbólico composto pela intenção. A concentração adequada tem o condão de “sutilizar” o plano astral, ou sensibilizar a percepção do magista, mudando o foco da imagem plasmada no estofo mental (ambiente concreto, mundano, material) para aquele de caráter espiritual, místico, religioso, iniciático. Israel Regardie salienta que a chave para a magia cerimonial se resume em Vontade e Imaginação.</p>



<p>No ritual, a visualização consiste de imaginar símbolos (formas, cores e divindades) e deve ser realizada com extrema força de vontade. Assim, é também o elemento fálico do rito, equiparável ao princípio masculino (<strong>I)</strong>. Essa conduta ativa do magista é naturalmente preenchida com uma impressão específica do ato realizado, cujo caráter não é controlado por sua vontade consciente e que representa o elemento feminino, intuitivo do rito (<strong>O</strong>). A sua combinação visa produzir um terceiro elemento que pode ser considerado como o próprio resultado da fórmula mágicka (<strong>PAN</strong>). Requer vontade e concentração.</p>



<p><strong>4. Drama: </strong>o elemento de teatralização que gera sentimento, sensibilização e inspiração, e, portanto, simboliza o elemento ÁGUA. A performance teatral consiste em se colocar propositalmente em um estado interior de seriedade, inspiração ou outro, adequado ritual.</p>



<p> A cura de um chakra desequilibrado consiste em submetê-lo à presença de objetos que tenham a mesma natureza, com vibrações equilibradas, a fim de equanimizá-lo. Da mesma forma, em escala maior, uma maioria de praticantes rituais em frenesi induzem uma minoria da congregação a atingir o mesmo estado mental extático, como é o exemplo dos Derviches. O mesmo é aplicável a sintomas contagiantes, como a força sexual (vide o mito das Bacantes), a alegria ou o desespero coletivos. Peter Caroll, por exemplo, propõe uma técnica de se forçar o riso diante de situações de aversão ou tristeza como uma forma de superar a emotividade do magista para além daquilo a que sua natureza humana ou social o condicionou a perceber como emotivo, flexibilizando-se em união e anulação de seus gostos com o seu oposto para atingir Kia.</p>



<p>Para nossa utilidade, o drama ritual é necessário como ponto de partida de uma indução de sentimentos harmônicos ao ritual, além da função de propiciar a liminaridade anteriormente explicada.</p>



<p>Outro exemplo prático seria o gritar feroz do banimento inicial do Rubi Estrela, o qual pode ser explicado pelo efeito biológico que o timbre de voz causa na estrutura cerebral responsável pelo condicionamento evolutivo (é sabido que o desenvolvimento da linguagem teve como fatores determinantes as primeiras reações emocionais como produtos da interação primitiva do ser humano com o meio. Dentre elas, a utilização da voz berrante e feroz como mecanismo para afastar animais predadores).</p>



<p><strong>5. Mudança:</strong> Por fim, o elemento Espírito é associado ao resultado do ritual, qual seja, a mudança almejada, que pode ser definida como iluminação, evolução, conversação, etc. Optamos por utilizar o termo “mudança”, para fins de se evitar a carga de informações que foi associada às palavras que se referem à espiritualidade. Sugere-se que, após a finalização de todo ritual, seja realizado um período de silêncio a fim de se integrar o complexo de atos que foram realizados. Por isso, o Elemento Espírito no ritual enseja silêncio interior.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>I. O Yoga é a arte de unir a mente a uma única ideia. Tem quatro métodos. [&#8230;].<u>Estes são unidos pelo método supremo do Silêncio.</u>  II. A Magia Cerimonial é a arte de unir a mente a uma única ideia. Tem quatro métodos. [&#8230;]. <u>Estes são unidos pelo método supremo do Silêncio.</u></p>



<p class="has-text-align-right">(Cartas aos Probacionistas)</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>BIBLIOGRAFIA:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>AIRES, </strong>Grasielle Aires da. O Conceito de Ritual em Richard Schechner e Victor Turner: Análises e Comparações. Revista aSPas. USP, 2013.</li>



<li><strong>CROWLEY</strong>, Aleister. Cartas aos Probacionistas. The Equinox, Vol I, No. II. 1909.</li>



<li><strong>CROWLEY</strong>, Aleister. Liber ABA (Book Four). The Equinox, Vol. I, No. VIII.  1913.</li>



<li><strong>CROWLEY</strong>, Aleister. Liber O vel Manus Sagittae. The Equinox, Vol I, No. II. 1909.</li>



<li><strong>CROWLEY</strong>, Aleister. Liber CCCXXXIII – O Livro das Mentiras: Que também é falsamente chamado de QUEBRAS. As divagações ou falsificações do único pensamento de Frater Perdurabo, cujo pensamento é ele próprio falso. 1913. </li>



<li><strong>JUNG,</strong> Carl G. Símbolos da transformação. Petrópolis: Vozes, 2013.</li>



<li><strong>JUNG,</strong> C.G., M.-L. von Franz, J.L. Henderson, J.Jacobi, A. Jaffé.  O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1969.</li>



<li><strong>KÖRBES HAULSCHILD</strong>, Álvaro. A Doutrina do Trabalho Divino: A Influência da Teurgia dos Oráculos Caldeus sobre a Filosofia de Jâmblico. UFRGS, 2019.</li>



<li><strong>SCHECHNER</strong>, Richard. Performance Theory. Routledge, 2003.</li>



<li><strong>TURNER,</strong> Victor. The Ritual Process: Structure and Anti-Structure. Aldine Transaction, 1969.</li>
</ul>
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